Pauta do Brasil não pode ser só a Lava Jato, diz Rodrigo Maia

Às vésperas da votação da PEC que estabelece teto de gastos públicos por 20 anos, maia também criticou centrais sindicais

Senador Cristovam Buarque (PPS-DF)Senador Cristovam Buarque (PPS-DF) - Foto: Senado Federal/Divulgação

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou nesta segunda-feira (24) que a Operação Lava-Jato não pode ser a agenda do Brasil.

"Acredito que chegou o momento que a agenda do Brasil precisa ser a agenda da recuperação econômica, recuperação política, ter uma agenda que prioriza essas reformas", disse, durante debate no Lide (Grupo de Líderes Empresariais), a convite do prefeito eleito João Doria (PSDB). "A pauta da Casa e a pauta do Brasil não pode ser a Lava Jato".

Às vésperas da votação da PEC que estabelece teto de gastos públicos por 20 anos, Maia disse ainda que a agenda do país não pode ficar restrita à "prisão da semana" e que a operação é assunto da Justiça e do Ministério Público. "Se em algum momento for dar algum problema não posso avaliar o futuro".

Sobre informações de bastidores noticiadas pela imprensa, Maia afirmou também que quanto menos o Palácio falar melhor para o país. "Tem muito assessor que fica pautando a imprensa, não estou dizendo que são os ministros, tem muito assessor que fica pautando a imprensa e a imprensa não faz uma análise e fica soltando matéria que em determinados momentos pode afetar a relação entre os poderes [Legislativo e Executivo]".

O presidente da Câmara fez fortes ataques às centrais sindicais, que são contra o teto de gastos. "Temos de ter de enfrentar essa irresponsabilidade, hipocrisia e faz de conta que algumas centrais sindicais fazem, que na verdade é com dinheiro público, dinheiro de todos nós."

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