A-A+

Pelo menos não é um bando de cachaceiros, responde Bolsonaro a Lula

Segundo Bolsonaro, Lula "tinha um plano de poder onde, nos finalmentes, nos roubaria a nossa liberdade, tá ok?"

Presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL)Presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL) - Foto: Marcos Corrêa/PR

O presidente Jair Bolsonaro retrucou crítica do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), segundo quem o Brasil está sendo governado por "um bando de malucos". "Pelo menos não é um bando de cachaceiros, né?", respondeu Bolsonaro neste sábado (27).

"Olha, eu acho que o Lula, primeiro, não deveria falar. Falou besteira. Maluco? Quem era o time dele? Grande parte está preso ou está sendo processado", disse o presidente. Segundo Bolsonaro, Lula "tinha um plano de poder onde, nos finalmentes, nos roubaria a nossa liberdade, tá ok?".

Para ele, "é um equívoco, um erro da Justiça ter dado o direito a dar uma entrevista. Presidiário tem que cumprir sua pena e não dar alteração".

Leia também:
Sou agradecido a Mourão pelo gesto na morte do meu neto, diz Lula
Lula diz que perseguição matou Marisa e que coloca seu ódio em canto escondido


Lula deu uma entrevista exclusiva aos jornais Folha de S.Paulo e El País na sexta-feira (27) em uma sala preparada pela Polícia Federal na sede do órgão em Curitiba, onde está preso desde abril do ano passado.

Depois de uma batalha judicial, na qual a entrevista chegou a ser censurada pelo STF (Supremo Tribunal Federal), a decisão foi revista na semana passada pelo presidente da corte, Dias Toffoli.

Bolsonaro visitou neste sábado a estudante Yasmin Alves, 8, na Cidade Estrutural, periferia de Brasília, para, segundo ele, desfazer um mal-entendido provocado pela imprensa.

Há alguns dias, o presidente recebeu um grupo de alunos e o vídeo inicialmente divulgado levou à interpretação do jornal O Estado de S.Paulo de que a menina se recusava a cumprimentá-lo. Depois, com a íntegra da cena, o diário constatou o erro e se corrigiu.

"Eu perguntei quem era palmeirense e ela falou que não, nada mais além disso", afirmou Bolsonaro na saída de sua casa. Yasmin vestia a camisa do Flamengo presenteada pelo presidente em visita que ela fez ao Palácio do Planalto nesta semana.

"Não tentei mudá-la de time, não", comentou. Bolsonaro disse que fez a visita para desfazer a imagem de que ela era mal-educada em sua comunidade.

A região, carente, mobilizou-se em parte para recebê-lo. A rua e arredores da casa foram bloqueados, de modo que alguns moradores acenaram para o presidente à distância.

Pouco antes de o presidente deixar a residência de Yasmin, o esgoto escorreu do cano da calçada bem na área montada para que desse a entrevista, impregnando a rua de mau cheiro. Bolsonaro acabou falando com os jornalistas alguns passos para o lado.

Ele estava acompanhado da mulher, Michelle, que levou um bolo de chocolate, o deputado Helio Lopes (PSL-RJ), o Helio Negão, e o ministro Floriano Peixoto (Secretaria-Geral).

Os pais de Yasmin serviram pão com leite condensado, café da manhã do qual Bolsonaro mostrou gostar na eleição quando recebeu a Rede Globo em sua casa com a refeição servida.

"Mas não deu tempo de comer, não. Tomei só uma xícara de café, tá ok?", contou.

Veja também

Protesto antiimigrantes termina com incidentes violentos no Chile
VIOLÊNCIA

Protesto antiimigrantes termina com incidentes violentos no Chile

Islândia se torna o primeiro país europeu a ter uma maioria de mulheres no Parlamento
Representatividade

Islândia se torna o primeiro país europeu a ter uma maioria de mulheres no Parlamento