Pesquisas do PSB reduzem resistências a Joaquim

Aceno de Beto Albuquerque tem sido visto como "senha" da pacificação

Joaquim BarbosaJoaquim Barbosa - Foto: Divulgação

As amostras foram realizadas pelo Cipec, instituto do argentino Diego Brandy, para consumo interno do PSB. E a viabilidade eleitoral do ex-ministro do STF, Joaquim Barbosa, identificada por elas teve como efeito a redução de resistências na legenda. Um socialista, em reserva, comemora: "Ele capitaliza eleitorado de Lula e encosta em (Jair) Bolsonaro". O bom desempenho na região Nordeste é outro tópico que estaria sendo valorizado. Outro integrante da sigla observa que Barbosa "simpatiza" com Lula, por quem foi indicado para o STF, e "sabe que ele é forte eleitor". Internamente, uma movimentação tem sido vista como "senha" de que uma eventual candidatura de Barbosa ao Planalto passou a ser tema pacificado: o aceno do do vice-presidente de Relações Governamentais do partido, Beto Albuquerque (RS). No último dia 31 de janeiro, Beto chegou a entregar documento ao presidente nacional do partido, Carlos Siqueira, formalizando intenção de concorrer à Presidência da República. No Congresso da sigla, no início do mês, Beto defendeu candidatura própria. Mas, nos últimos dias, em entrevista à Reuters, ele chegou a abrir mão de seu projeto em prol de Barbosa. "Obviamente que, se ele se filiar, não vou disputar com ele. Ele tem meu apoio. Retiro minha postulação em 2018 para apoiar Joaquim Barbosa”, afirmara o gaúcho. Graduados socialistas seguem afirmando que a condição para uma possível filiação de Barbosa é não haver nenhum compromisso dele com candidatura presidencial. Mas advertem, ao mesmo tempo, que, para ser candidato, ele precisa de filiação e terá que arriscar. A conferir.

Preocupação latente
Nas hostes socialistas, há quem aposte que a filiação de Joaquim Barbosa pode se dar até o início da próxima semana. Argumenta-se que é mais razoável ele se filiar antes que o STF julgue o habeas corpus de Lula para evitar especulações de que a movimentação dele teria vinculação com a decisão da suprema corte.

Forcinha > Em almoço-debate do Lide Pernambuco, ontem, o ministro da Fazenda e presidenciável, Henrique Meirelles, ao defender a privatização da Eletrobras, sugeriu aos empresários presentes que "conversem" com os parlamentares.

Uma conta a mais > "Vocês que ajudam na campanha conversem. Se isso não passar no Congresso Nacional, será um problema", advertiu Meirelles. Ele comparou com situação da Telebras, lembrando que volume de investimentos resultante da privatização do setor de telecomunicação foi "impressionante".

Regional > Meirelles realçou que a decisão sobre a privatização da Eletrobras é "política". Ou seja: depende do Congresso, onde há resistências. "Muitos parlamentares do Nordeste são contra, ficam com medo, achando que é bom ter companhias regionais porque nomeiam pessoas da região", ponderou o ministro.

Termômetro > Meirelles informou ter recebido as primeiras pesquisas qualitativas anteontem. Registra que elas "ainda estão sendo avaliadas", mas devem pesar na sua decisão de concorrer ao Palácio do Planalto.

Indústria naval > Recém-escolhido líder do PSB na Câmara por consenso, o deputado Tadeu Alencar irá intensificar, nos próximos dias, o trabalho de convencimento para que o presidente Rodrigo Maia coloque logo em votação o projeto de lei do conteúdo local para empresas que atuarão no pré-sal. A partir de junho, Tadeu assumirá a liderança em substituição a Júlio Delgado (MG).

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