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Política

Petistas contestam isenção de Moro após juiz aceitar convite de Bolsonaro

Parlamentares petistas usaram as redes sociais para criticar a decisão do juiz federal Sergio Moro de aceitar o Ministério da Justiça

Para o senador Lindbergh Farias (PT-RJ), a decisão do juiz  mostra que o magistrado nunca agiu de forma imparcialPara o senador Lindbergh Farias (PT-RJ), a decisão do juiz mostra que o magistrado nunca agiu de forma imparcial - Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Parlamentares petistas usaram as redes sociais para criticar a decisão do juiz federal Sergio Moro de aceitar o convite para assumir o Ministério da Justiça na gestão de Jair Bolsonaro (PSL). Líder do PT na Câmara dos Deputados, Paulo Pimenta (RS) citou a Operação Mãos Limpas na Itália, na qual Moro diz ter se inspirado nas ações da Lava Jato.

"A operação Mãos Limpas na Itália levou Berlusconi a governar a Itália. A #LavaJato levou Bolsonaro a ser eleito presidente. Mas os juízes e procuradores italianos tiveram pudor e não foram para o ministério de Berlusconi", afirmou.

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O deputado estadual Paulo Teixeira (PT-SP) pediu para que os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) anulem a condenação do ex-ministro Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e concedam a liberdade ao petista.

"As razões da prisão sem provas foram escancaradas: Moro aceita convite para exercer o cargo de ministro da Justiça de Bolsonaro!", disse. O senador Lindbergh Farias (PT-RJ) classificou a decisão do juiz como um escândalo e disse que o gesto mostra que o magistrado nunca agiu de forma imparcial.

"Poucas coisas podem ser mais descaradas do que isto. Sempre alertamos que Moro atuava como militante, e não como magistrado. Depois de interferir no processo eleitoral, vira ministro do candidato beneficiado por ele. Em qualquer lugar do planeta isso seria um escândalo", disse.

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