Pezão participou de obras suspeitas, mas não é investigado na Lava Jato

Atual governador ocupou a Secretaria Estadual de Obras de 2007 até 2011, quando assumiu o cargo de Coordenador de Infraestrutura

Lupércio, Lula Cabral e Anderson Ferreira, ao lado de FBCLupércio, Lula Cabral e Anderson Ferreira, ao lado de FBC - Foto: divulgação

O governador do Rio, Luiz Fernando Pezão (PMDB), teve atuação direta nas três obras estaduais alvos da investigação que culminou com a prisão do ex-governador Sérgio Cabral.

O Ministério Público Federal, contudo, afirmou não ter indícios de participação de Pezão no esquema.

"Em relação ao governador atual, em nenhum momento ele foi objeto de delação por nenhum dos executivos da Andrade Gutierrez nem da Carioca Engenharia. Nesses meses de investigação não foram levantados indícios em relação a participação dele", afirmou o procurador regional José Augusto Vagos.

Pezão tem foro privilegiado e, se detectado algum indício contra ele, o caso seria enviado ao STJ (Superior Tribunal de Justiça).

O ex-secretário de Obras Hudson Braga, preso na operação Calicute, era o braço-direito de Pezão durante a gestão Cabral.

O atual governador ocupou a Secretaria Estadual de Obras de 2007 até 2011, quando assumiu o cargo de Coordenador de Infraestrutura. A partir daí, deixou de assinar os contratos de obras estaduais.

Braga costumava ser o presidente das comissões de licitação na secretaria, quando ocupava o cargo de subsecretário. Foi ele quem comandou as licitações das obras do PAC nas favelas do Complexo do Alemão, Manguinhos e Rocinha, alvo das investigações.

Ele também esteve a frente das disputas fraudadas, segundo os procuradores, no Arco Metropolitano.

Após Pezão assumir o cargo de Coordenador de Infraestrutura, Braga assumiu de vez a secretaria.

Braga seria nomeado secretário da Casa Civil no governo do peemedebista, a partir de 2015. Porém os dois divergiram sobre as atribuições do órgão. Braguinha, como era chamado, queria ampliar os contratos sob poder da pasta.

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