PF estuda criar barreira em sala onde Bolsonaro está preso para diminuir barulho do ar-condicionado
Defesa de ex-presidente diz que ruído causa "perturbação contínua". Moraes deu cinco dias para PF se manifestar
A Polícia Federal avalia incluir uma barreira em uma das paredes da sala onde o ex-presidente Jair Bolsonaro está preso, na superintendência da corporação, em Brasília, para reduzir o barulho de um ar-condicionado que fica do lado de fora.
As medidas possíveis ainda estão sendo discutidas, mas mudar o equipamento de lugar, promover um isolamento acústico completo ou cobrir o equipamento são consideradas inviáveis.
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Nesta segunda-feira, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a PF apresente informações, em até cinco dias, sobre as reclamações da defesa de Bolsonaro em relação ao ar-condicionado.
Ao STF, a defesa afirmou que a sala apresenta um ruído contínuo e permanente, durante as 24 horas do dia, "decorrente do aparelho de ar-condicionado central instalado imediatamente ao lado da janela do ambiente, a qual não dispõe de vedação adequada".
Os advogados afirmaram que isso tem "gerando ambiente incompatível com o repouso mínimo necessário à manutenção das condições físicas e psicológicas do custodiado, configurando situação que ultrapassa o mero desconforto e passa a caracterizar perturbação contínua à saúde e integridade do preso".
O equipamento trata-se de uma unidade externa de ar-condicionado que integra um sistema de climatização central. Segundo fontes da PF, ele funciona das 7h às 19h, e não o dia inteiro.
O ex-presidente ficou uma semana internado para tratar uma hérnia e crises de soluço e recebeu alta hospitalar na última quinta-feira. Na superintendência, ele cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado e outros quatro crimes. Após os procedimentos, ele teve melhora no quadro de saúde, e não relatou mais crises de soluço.

