PF indicia governador de MG na Operação Acrônimo

Inquérito será encaminhado à Procuradoria-Geral da República, que decidirá se oferece denúncia

Secretário de Defesa Social fala sobre os números empregados nesta eleiçãoSecretário de Defesa Social fala sobre os números empregados nesta eleição - Foto: Arthur Mota/Folha de Pernambuco

A Polícia Federal indiciou nesta quinta-feira (15) o governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT), e o empresário Marcelo Odebrecht no âmbito da Operação Acrônimo, que investiga a liberação de financiamentos do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) para a Odebrecht.

Pimentel e o empresário são acusados de ter praticado crime de corrupção, entre outros.

Segundo investigação da PF, Pimentel recebeu propina e em contrapartida atuou na liberação de financiamentos do BNDES para obras da Odebrecht fora do país. Pimentel foi ministro do Desenvolvimento de 2011 a 2014, período em que a empresa se beneficiou de dinheiro do banco estatal.

Como o governador tem foro privilegiado, o ministro Herman Benjamin, do STJ (Superior Tribunal de Justiça), teve que autorizar o indiciamento.

O inquérito será encaminhado à Procuradoria-Geral da República, que decidirá se oferece mais esta denúncia contra o petista e o empreiteiro.

Nova fase

Nesta quinta a PF também deflagrou a oitava fase da Acrônimo, que novamente investiga se houve pagamento de propina por parte da Odebrecht.

A empresa teria sido beneficiada por US$ 3 milhões do BNDES para fazer os projetos do Porto Mariel, em Cuba, e também outros na República Dominicana, Panamá, Angola, Gana e México, em troca de pagamento de propina a um assessor do ministério da Fazenda.

O governador de Minas não é alvo desta fase.

Outro lado

A reportagem ainda não conseguiu contato com as defesas de Pimentel e de Marcelo Odebrecht, nem com a empreiteira.

O governador sempre negou envolvimento com irregularidades.

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