PF prende Paulo Preto, ex-diretor da Dersa, por desvio de R$ 7,7 milhões

A Lava Jato denunciou Paulo Preto em 22 de março por desvio de R$ 7,7 milhões, entre 2009 e 2011. O recurso era destinado ao realojamento de famílias desalojadas pela Dersa para a construção do Rodoanel, obra realizada na gestão do tucano José Serra.

Paulo Preto, ex-diretor da DersaPaulo Preto, ex-diretor da Dersa - Foto: Arquivo/Agência Brasil

O ex-diretor da Dersa, Paulo Vieira de Souza, conhecido como Paulo Preto, foi preso na manhã desta sexta-feira (6) pela Polícia Federal, que cumpriu ordem da 5ª Vara Federal de São Paulo atendendo pedido da Força Tarefa da Lava Jato em São Paulo. O Ministério Público Federal (MPF) de São Paulo determinou a prisão preventiva de Souza, além de um mandado de busca e apreensão em sua residência.

A Lava Jato denunciou o ex-diretor em 22 de março por desvio de R$ 7,7 milhões, entre 2009 e 2011. O recurso era destinado ao realojamento de famílias desalojadas pela Dersa para a construção do Rodoanel, obra realizada na gestão do tucano José Serra (2007-2010).

O ex-diretor foi denunciado por formação de quadrilha, peculato e inserção de dados falsos em sistema público de informação. Durante as investigações da Lava Jato, de que Souza seria operador de Serra (PSDB-SP) em desvios de recursos da obra viária, o ex-diretor foi citado por sete delatores (da Odebrecht, Andrade Gutierrez e pelo operador Adir Assad), e apareceu em depoimentos de outros três executivos da OAS e da Queiroz Galvão que negociam acordo com procuradores.

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Segundo os executivos, ele pediu a dez empreiteiras que fizeram o trecho sul do Rodoanel, na região metropolitana da capital paulista, um suborno equivalente a 0,75% de tudo que elas recebessem. Como a obra custou R$ 3,5 bilhões em valores da época que foi inaugurada, em abril de 2010, a propina de 0,75% seria de R$ 26,3 milhões.

Documentos enviados aos procuradores por autoridades suíças mostravam que Paulo Preto tinha ainda quatro contas no banco suíço Bordier & Cie. O saldo conjunto, em junho de 2016, era equivalente a R$ 113 milhões.

Em fevereiro do ano passado, os valores, segundo as informações vindas da Suíça, foram transferidos para um banco em Nassau, nas Bahamas. O ex-diretor foi denunciado por formação de quadrilha, peculato e inserção de dados falsos em sistema público de informação.

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