Sáb, 14 de Fevereiro

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Política

PGR recorre contra arquivamento de inquéritos da Lava Jato

Deputados Bruno Araújo (PSDB-PE), Daniel Vilela (MDB-GO) e o ex-governador de Goiás Maguito Vilela são suspeitos de receber caixa dois da Odebrecht para campanha eleitoral

Raquel Dodge insistiu, em manifestação ao STF, que Eduardo Cunha continue preso Raquel Dodge insistiu, em manifestação ao STF, que Eduardo Cunha continue preso  - Foto: Divulgação

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, recorreu contra o arquivamento, pelo ministro Dias Toffoli, de dois inquéritos abertos com base nas delações premiadas de ex-diretores da empresa Odebrecht.

Os inquéritos, abertos em 2017, são contra os deputados Bruno Araújo (PSDB-PE) e Daniel Vilela (MDB-GO). O ex-governador de Goiás Maguito Vilela também é alvo. Todos são suspeitos de receber da construtora caixa dois para campanha eleitoral. As defesas dos acusados negam qualquer irregularidade e alegam falta de provas.

No início de julho, Toffoli determinou o arquivamento dos inquéritos a pedido das defesas, pois, no entendimento do ministro, o prolongamento indefinido das investigações causava prejuízo e constrangimento ilegal aos acusados, sem que houvesse indícios mínimos do cometimento de crimes.

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Para Dodge, cabe somente ao Ministério Público manifestar-se pelo arquivamento de investigações, uma vez que o órgão é o único responsável pela acusação penal. “Não pode o magistrado, por exemplo, adentrar no ‘mérito’ da investigação, avaliando se as diligências requeridas pelo Ministério Público são eficazes ou não, viáveis ou não”, escreveu a PGR.

“Repita-se: no espaço de formação da opinio delicti [suspeita de crime], deve o Ministério Público atuar de modo exclusivo”, afirmou Dodge. Ela pediu que Toffoli reconsidere a decisão de arquivar os inquéritos.

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