Plenário do STF vai decidir sobre suspensão de inquérito contra Temer

Sessão ocorrerá na próxima quarta-feira (24).

STF STF  - Foto: DIVULGAÇÃO

O ministro Luiz Edson Fachin, do STF (Supremo Tribunal Federal), autorizou a perícia no áudio apresentado pelo dono da JBS Joesley Batista. Contudo o relator da Lava Jato decidiu levar para o Plenário do STF a decisão sobre a suspensão do inquérito contra o presidente Michel Temer.

O pedido foi feito pela defesa do presidente nesse sábado (20). A sessão ocorrerá na próxima quarta-feira (24).

O advogado de Temer, Antônio Mariz, pede que o inquérito aberto por Fachin na semana passada seja suspenso até a conclusão da perícia. Em pronunciamento feito à nação neste sábado, o presidente se referiu ao áudio como "fraudulento".

Perícia contratada pela Folha de S.Paulo aponta para edição de 50 pontos do áudio apresentado por Joesley no qual o dono da JBS conversa com Temer por quase 40 minutos.

A Polícia Federal informou que recebeu os áudios da delação premiada firmada pela JBS para analisar se houve corte ou edição nas gravações, porém disse que não há prazo para conclusão da perícia. A nota divulgada pela PF informa que "é fundamental ter acesso ao equipamento que realizou as gravações originais" para fazer a análise. Por isso, solicitou à Procuradoria o aparelho.

Janot
Ainda nesse sábado, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu que o STF dê sequência ao inquérito que investiga Temer por obstrução de justiça, corrupção passiva e organização criminosa. De acordo com o PGR, há uma contradição no pedido do advogado do presidente "visto que o inquérito existe justamente para a apuração dos fatos e para a produção de evidências, dentre elas perícias técnicas".

Janot diz ainda que a gravação passou por avaliação técnica na Procuradoria. De acordo com uma "análise preliminar", o material é "audível, inteligível e apresenta uma sequência lógica e coerente, com características iniciais de confiabilidade".

A Procuradoria alega também que a gravação feita por Temer é "harmônica e consentânea com o relato da colaboração de pelo menos quatro colaboradores". Janot, no entanto, diz não ser contrário à realização de uma perícia, como pedido por Temer, desde que não haja interrupção das apurações.

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