[Podcast] "Ele deveria estar preocupado com os seis anos da sua gestão", diz Renato Antunes

Em audiência pública, o líder da oposição fez cobranças em relação à merenda e aguarda resposta. Chegou a falar em CPI

Vereador Renato Antunes é o líder da oposição na Câmara Municipal do RecifeVereador Renato Antunes é o líder da oposição na Câmara Municipal do Recife - Foto: José Britto/ Folha de Pernambuco


Líder da oposição da Câmara de Vereadores do Recife, Renato Antunes (PSC), diz que o prefeito Geraldo Julio (PSB) "não pode alegar que Recife não tem recebido repasses do Governo Federal". O socialista chegou a lamentar, por ocasião dos 100 dias do governo Jair Bolsonaro, a ausência de recursos financeiros à repassados à Capital.

Em entrevista à Rádio Folha FM 96,7, nesta quarta-feira (17), Renato argumentou o seguinte: "Nós verificamos os repasses do Fundeb. Tem chegado em Recife para pagar, inclusive, folha de pagamento, o repasse da União para tratar de merenda. Não justifica o governo Geraldo Julio falar do governo Bolsonaro, dos 100 dias, quando ele está há seis anos e a gente vê...é so observar a lei orçamentária anual, que a gente aprovou na Câmara, recentemente, o que foi destinado para propaganda, o que foi destinado para alguma rubrica onde o prefeito tem a liberdade, segundo a lei orgânica do município, de mexer para onde ele quer".

Ele ainda assinala: "Acho lamentável a gente olhar para uma esfera nacional e não estar cuidando da nossa cozinha". Renato sugere que "em vez de o prefeito estar preocupado com os 100 dias da gestão do Governo Federal, ele deveria estar preocupado com os seis anos da sua gestão".

E adverte: "A gente tem que parar de discutir política nacional e esquecer da nossa cozinha, enquanto se fala de Reforma da Previdência, que tem que discutir mesmo, mas o prefeito foi eleito para cuidar das ruas, da educação do município das obras paradas, que são inúmeras no Recife hoje, do Geraldão, que não entrega".

"É lamentável jogar a responsabilidade para União, onde não tem feito a tarefa de casa, seu papel que é cuidar do Recife. Tem cuidado muito bem da propaganda".

Em audiência pública, o líder da oposição fez cobranças em relação à merenda e aguarda resposta. "Se não houver resposta da gestão, vamos para outras esferas. Falei até em CPI da merenda. Acho que seria a última cartada, se necessário".

Ele pondera: "Talvez não consiga assinaturas necessárias. É preciso ter um terço da Casa. Seriam 13. Acho que não tenho assinaturas porque o governo tem ampla maioria. Mas quero envolver a sociedade".

A entrevista na íntegra segue abaixo 

 

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