[Podcast] Haverá convocação, caso Guedes não aceite convite para falar da Educação, diz Danilo

"E, se tem alguma coisa que simboliza a desarrumação do Governo Bolsonaro, é essa área da Educação. Estamos chegando a 100 dias sem, sequer, ter uma equipe constiuída"

Deputado federal Danilo Cabral (PSB), em entrevista à Rádio Folha Deputado federal Danilo Cabral (PSB), em entrevista à Rádio Folha  - Foto: Alfeu Tavares / Folha de Pernambuco


Se até a quarta-feira (10), dia da reunião da comissão de Educação, não houver aceno positivo do ministro da Economia, Paulo Guedes, ao referido colegiado, de onde partiu requerimento para que ele explique os cortes feitos na área, uma convocação será aprovada. "Há compromisso da base do governo e da oposição de que, se essa informação não chegar (a data da ida de Guedes), todos aprovarão convocação e, aí sim, já com data", avisa o deputado federal Danilo Cabral (PSB-PE).

O requerimento de convocação obriga o convocado a se fazer presente "sob pena, inclusive, de crime de responsabilidade", realça o deputado socialista. O chamado se dá em função dos cortes feitos pelo Governo Federal e a área de Educação foi a que teve mais cortes. Dos R$ 35 bilhões, quase R$ 6 bilhões foram da Educação.

"Foi, fundamentalmente, na Educação básica. O dinheiro que tirou foi, justamente, o dinheiro destinado a estados e municípios. E estamos vivendo uma crise nas contas públicas de estados e, sobretudo, de municípios. Aí, o Governo Federal vai lá e corta ainda mais", critica Danilo.

Quem já passou pela comissão de Educação foi o, então, ministro da Educação, Ricardo Veléz, demitido, nesta segunda-feira (08), pelo presidente Jair Bolsonaro. "E, se tem alguma coisa que simboliza a desarrumação do Governo Bolsonaro, é essa área da Educação. Estamos chegando a 100 dias sem, sequer, ter uma equipe constiuída. O ministro com pauta desconectada do que fala para população. Na apresentações que ele participou, nem falar a palavra Ideb ele falou. O Ideb é principal indicador da Educação no País, reflete planejamento o que se espera da qualidade, tudo é sintetizado no Ideb", argumenta Danilo.

Sobre Veléz, Danilo avalia assim: "Infelizmente, o ministro não defende sua própria dignidade, porque, mesmo antes do processo de fritura ao qual estava sendo submetido, acabou sendo demitido, porque o presidente, praticamente, induziu ele a pedir demissão. Numa situação como essa, o sujeito tem que ir lá e entregar o cargo, porque aí está em jogo a dignidade das pessoas".

Com o anúncio de Abraham Weintraub, feito também nesta segunda (08), para comandar a pasta de Educação, Danilo projeta o seguinte: "Espero que ele consiga serenar o ambiente na Educação, porque o que tinha, até hoje, era disputa autofágica da turma do núcelo militar, com a turma do Olavo de Carvalho, com a tuma dos evangélicos em vez de estar tomando conta da Educação, estão brigando por cargo".

Danilo falou, nesta segunda-feira (08), à Rádio Folha 96,7 FM. A entrevista na íntegra você confere no podcast abaixo:


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