[Podcast] Wolney: 'Plano Mansueto desidratado já na pauta desta quarta'

Texto alternativo substitui PLP 149/2019

Dep. Wolney Queiroz (PDT - PE)Dep. Wolney Queiroz (PDT - PE) - Foto: Cleia Viana/Câmara dos Deputados

Um dos coordenadores da bancada de Pernambuco na Câmara Federal, o deputado Wolney Queiroz (PDT) informa que a desidratação do Plano Mansueto acarretou uma proposta alternativa, associada ao Projeto de Lei 149/19, que já entra na pauta desta quarta-feira (8). O novo texto inclui a abertura de um espaço fiscal de R$ 60 bilhões em empréstimos aos Estados e transferências fundo a fundo no valor de R$ 30 milhões.

“Decidimos zerar, começar uma nova negociação, construir um texto que socorra os Estados. Porque não tem nenhuma nação no mundo que esteja fazendo ajuste fiscal agora, que esteja fazendo corte de funcionários, medidas recessivas, vendendo estatal. Quem é que vai vender estatal agora se as ações valem 20% do que valiam 90 dias atrás?”, questionou.

Em entrevista à Radio Folha FM 96.7, na manhã desta quarta-feira (08), Wolney declarou que recorrer o Plano Mansueto em momento de pandemia seria como “entrar num jogo de basquete, com as regras do futebol”.

Na avaliação de Wolney, "o presidente Rodrigo entendeu" os pontos colocados pelos parlamentares. O pedetista realça que o democrata "tem uma visão liberal e fiscalista", mas que "todos os fiscalistas e liberais do momento estão hoje incorporando a tese de intervenção pesada maciça do Estado na economia e em todas as áreas da sociedade”.

De acordo com o parlamentar, o texto alternativo, inserido na pauta de votação desta quarta-feira (08) da Câmara Federal, agradou os governadores que, segundo Queiroz, estavam se submetendo ao plano da equipe econômica federal “como forma desesperada de salvação, mas sabiam que as implicações das contrapartidas eram muito graves”.

“O que temos, hoje, é um Plano Mansueto completamente desidratado, que vai usar apenas o título dele, que é o PLP 149/2019, que já tramitou, que já tem urgência e vai dar o protagonismo ao deputado Pedro Paulo para ele continuar apresentando o relatório", pontua Wolney. E projeta: "Se tudo der certo, será aprovado hoje à tarde”, disse.

Considerando que o Plano Mansueto tem a benção do ministro Paulo Guedes, Wolney Queiroz acredita que o auxiliar do Governo Federal deve levar em consideração outros países que também têm uma visão econômica liberal, porém buscaram fortalecer a intervenção do Estado na economia e vêm conseguindo êxito ao fazê-lo.

“O parlamento europeu aprovou medidas sem limites, o governo americano também está atuando sem limites na economia, por isso que eu digo que o ministro Paulo Guedes não tem o que aceitar. Como é que se vai debater demissão de funcionários, contrapartida dos Estados, venda de estatais num momento como esse? É completamente imprópria essa discussão”, colocou.

 

Tadeu falou desse e de outros temas. A íntegra da entrevista segue abaixo:

 

 

 

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