Polícia apura participação de segundo carro no assassinato de Marielle

Imagens do local do crime trazem indícios de que um segundo veículo deu cobertura aos criminosos que estavam no carro do qual partiram os disparos

Marielle Franco, vereadora do PSOL-RJ e especialista em violência policial, foi morta a tiros no Rio de JaneiroMarielle Franco, vereadora do PSOL-RJ e especialista em violência policial, foi morta a tiros no Rio de Janeiro - Foto: Reprodução / Facebook

A Polícia Civil investiga a possibilidade de um segundo veículo ter participado do assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL), no Rio. A informação foi confirmada por um dos agentes que participam da investigação.

Imagens das câmeras de segurança próximas ao local em que ela e o motorista Anderson Pedro Gomes foram mortos trazem indícios de que um segundo veículo deu cobertura aos criminosos que estavam no carro do qual partiram os disparos.

Marielle participava de um evento direcionado a jovens mulheres negras, na Lapa, no centro. Ela percorreu cerca de quatro quilômetros até ser abordada no Estácio, também na região central. Todos os tiros foram disparados contra a parte traseira do carro, lado direito, onde a vereadora estava sentada.

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Como os vidros do veículo são escuros, a Polícia acredita que os criminosos seguiram Marielle e sabiam exatamente onde atirar. A vereadora morreu imediatamente após ser atingida por quatro tiros na cabeça. Nada foi roubado, e os criminosos fugiram.

O motorista levou três tiros. Uma assessora que também estava no carro teve ferimentos leves. A principal hipótese dos investigadores é de crime premeditado. Segundo a perícia, a munição utilizada no crime foi calibre 9 mm, que pode ser disparada por pistolas ou por submetralhadoras.

O calibre 9 mm não pode ser vendido à população. Ele pode ser adquirido legalmente por colecionadores, atiradores esportivos e forças de segurança. Porém é comercializado com poucas restrições no Paraguai e entra no Brasil ilegalmente para abastecer o mercado negro.

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