Presidente nacional da OAB, Felipe Santa Cruz, durante evento na OAB-PE
Presidente nacional da OAB, Felipe Santa Cruz, durante evento na OAB-PEFoto: Leo Malafaia / Folha de Pernambuco

Durante agenda no Recife, o presidente nacional da OAB, Felipe Santa Cruz, comentou sobre a crise ambiental enfrentada pelo governo após a repercussão mundial do aumento das queimadas na Amazônia e suas consequências para a economia e imagem do país. Felipe participou, na manhã desta quarta-feira (28), da inauguração das placas do ex-presidente da OAB-PE, Ronnie Duarte e do ex-diretor geral da Escola Superior de Advocacia da OAB-PE, Carlos Neves.

"Primeiro dizer que o presidente tem sim responsabilidade. É óbvio que a história não começou hoje. O desmatamento vem de muito tempo. A conduta de descuido com a Amazônia vem de muito tempo e o presidente não é dono desse descuido todo. Mas o presidente, desde o primeiro dia de governo, sinaliza um afrouxamento no combate ao desmatamento e a coibir os crimes ambientais. Isso é uma agenda do presidente da República", avaliou felipe Santa Cruz.

De acordo com o presidente nacional da OAB, o posicionamento do presidente da República reforça a sensação de impunidade de pessoas que cometem crimes contra a floresta. "O que acontece num país onde o presidente é tão forte? Onde ele simbolicamente simbolicamente pode tanto na cabeça da população? A pessoa começa a agir no seu quintal, na sua fazenda, no seu sítio, sem medo porque o presidente sinaliza que aquela conduta dela agora é tolerada", disse.

"Mais ainda, já está claro que o presidente afrouxou as formas de controle de institutos como o Ibama e o ICMBio desde o início de sua gestão. Então o presidente está colhendo, de forma dura para todos nós porque hoje mais de uma dezena de empresas já anunciaram na Europa boicote ao produto brasileiro - o presidente está colhendo mais uma irresposnsabilidade", concluiu.

OAB no Congresso

De acordo com Felipe Santa Cruz, para se posicionar em relação à crise ambiental da Amazônia, a OAB foi ao Congresso Nacional junto com todos os ex-ministros do Meio Ambiente vivos para levar um documento que pede medidas sobre a crise ambiental no páis, entre elas a moratória de toda e qualquer medida que venha a flexibilizar o controle ambiental no Brasil.

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