Cerca de 150 pessoas, de 40 entidades de diversas categorias participaram do evento da Central Sindical
Cerca de 150 pessoas, de 40 entidades de diversas categorias participaram do evento da Central SindicalFoto: Divulgação

O 1° Congresso da Intersindical-PE, realizado no último sábado (28), no auditório do Sindicato dos Policiais Civis de Pernambuco (SINPOL-PE), teve como objetivo discutir a criação da Central Sindical. Cerca de 150 pessoas, representando mais de 40 entidades de diversas categorias participaram do evento.

Policiais civis, professores, carteiros, guardas penitenciários, representantes dos movimentos sociais e direitos humanos, agentes de saúde, guardas municipais de diversos municípios, além do Vereador do Recife, Ivan Moraes, e o ex-deputado federal, Paulo Rubem, estavam presentes.

A atividade foi iniciada com a apresentação de partituras teatrais da peça “Soledad – a terra é fogo sob nossos pés”. Encenado pela atriz Hilda Torres, considerada a melhor atriz de Pernambuco em 2016, o solo narra a história de uma militante paraguaia assassinada pelo regime militar brasileiro em 1973, no Recife.

Em seguida, com a formação da mesa de abertura, as conjunturas políticas local, nacional e internacional, bem como a necessidade de retomar os princípios sindicais abandonados por algumas das maiores centrais sindicais existentes, nortearam as explanações dos convidados.

Para o Secretário Geral da Intersindical-PE, Áureo Cisneiros, a entidade surge em um momento crucial, quando diversos direitos históricos estão sendo retirados da classe trabalhadora.

“Querem colocar a conta dessa crise, que tem elementos cíclicos, mas também conjunturais - como a corrupção e a incompetência – para o trabalhador pagar. O objetivo é manter os exorbitantes lucros do mercado financeiro; não tocar nos bancos enquanto os mais necessitados são atingidos. Nosso desafio é grande e demanda muita união, organização, autonomia e foco. A Intersindical-PE surge com o compromisso de colocar os interesses da classe trabalhadora em primeiro lugar, rechaçando qualquer tipo de conluio com governos ou patrões, a exemplo do que comumente se observa em algumas entidades sindicais”, explica.

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