Governador Paulo Câmara (PSB)
Governador Paulo Câmara (PSB)Foto: Divulgação

Por Carol Brito (texto) e Anderson Stevens (foto)

Dois assuntos dominaram a abertura da primeira plenária do programa Pernambuco em Ação, em Afogados da Ingazeira, no Sertão do Pajeú, ontem. A crise econômica e a segurança foram o mote de discurso dos gestores e seus aliados, durante o balanço das ações do Governo do Estado nos dois primeiros anos do Governo Paulo Câmara. Com o intuito de repactuar metas e prestar contas das ações feitas pelo governo, o discurso das lideranças presentes enfatizou o efeito da crise econômica nacional como a vilã que impossibilitou o governador Paulo Câmara de cumprir as promessas feitas em sua campanha eleitoral. Já a segurança é tratada como a principal dificuldade a ser superada.

"Nós acabamos enfrentando a maior crise da história do Brasil, mas Pernambuco não caiu. O Estado está de pé, diferente de outros estados que não estão pagando nem o salário dos seus servidores", afirmou o governador Paulo Câmara, em uma entrevista à um rádio local, na manhã de ontem. Durante o evento, Paulo Câmara fez questão de admitir as dificuldades na área de segurança, mas garantiu que está em busca de soluções para a situação. O gestor afirmou que não irá se esquivar do debate sobre o tema e que tratará do assunto com transparência. Segundo ele, os números da violência aumentam desde 2014, mas acredita que as ações do governo darão resultado em breve.

Em sua explanação, o secretário estadual de Planejamento, Márcio Stefanni, justificou que Paulo Câmara chegou ao Palácio do Campo das Princesas sob efeito de forte crise.

O auxiliar relatou que a receita do Estado caiu de R$ 28,63 bilhões para R$ 27,84 bilhões em 2015, quando o gestor chegou ao Executivo estadual. No entanto, o gestor defendeu que a administração manteve o padrão de investimentos, mesmo com a crise.

"Pernambuco passa por um momento difícil como passa todo o País. Estados vizinhos quebraram, estados muito ricos quebraram. Infelizmente, sofremos o efeito de uma das maiores crises que o País já atravessou", disse.

Anfitrião do evento, o prefeito de Afogados da Ingazeira, José Patriota (PSB), ponderou que o governador Paulo Câmara enfrentou uma fase difícil e é preciso que o aliado mostre as suas ações para o povo. A principal cobrança do gestor, no entanto, foi na área de segurança e recursos hídricos. "O senhor conseguiu superar as dificuldades, mas a segurança ainda é um tema que a gente espera algumas providências do senhor como o concurso público para novos policiais, mais delegados e mais gente nas ruas", cobrou.

Ex-líder do Governo na Assembleia Legislativa, o deputado estadual Waldemar Borges (PSB) disse que o chefe do Executivo teve que "se adaptar a uma nova realidade" e criticou a oposição. Segundo ele, o Estado chegou a obter uma frustração de receitas na ordem de R$ 1 bilhão. "Aqui não temos um agrupamento de lideranças que querem ser governador de Pernambuco por vaidade. Isso aqui não é uma ilha de projetos pessoais, mas um projeto de Estado que foi iniciado pelo ex-governador Eduardo Campos", reforçou Borges, dando o tom para a disputa de 2018. Tom semelhante foi adotado por outros parlamentares que discursaram no evento como o deputado estadual Diogo Moraes (PSB) e o deputado federal Gonzaga Patriota (PSB).

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