Felipe Oriá, professor da Fundação Getúlio Vargas, é um dos fundadores do movimento
Felipe Oriá, professor da Fundação Getúlio Vargas, é um dos fundadores do movimentoFoto: Divulgação

Marcelo Montanini
Da Folha de Pernambuco 

Um grupo de jovens de diversos estados do Brasil com, ao menos, duas coisas em comum: estudaram na Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, e dividem o desejo de “romper a inércia” e promover uma “renovação política”. Um dos três fundadores, o pernambucano Felipe Oriá, professor da Fundação Getúlio Vargas, explica que o “Acredito” está sendo lançado oficialmente durante este mês de abril e se propõe a ser um movimento suprapartidário, financiado a partir do crowdfound – plataforma de financiamento coletivo – e se define “politicamente liberal e economicamente progressista”.

À frente do “Acredito está”, além de Oriá, estão o consultor goiano José Frederico Netto e a pesquisadora paulista Tábata Pontes. Contudo, o professor diz que, além dos fundadores, o movimento conta com oito líderes nacionais e alguns voluntários pelo País e locais nos cinco Estados que o grupo possui base: Pernambuco, Goiás, Distrito Federal, Rio de Janeiro e São Paulo. Estima-se que, ao menos, 200 pessoas façam parte.

Oriá pondera que os fundadores, a priori, não possuem planos concretos de se tornarem candidatos em 2018 ou em 2020, mas desejam estimular candidaturas. “Queremos servir de plataforma para quem quer se envolver com política, queremos ressignificar a política”, destaca.

“Não devemos apagar legados, nem condenar de forma irresponsável. É a própria força do tempo que abre espaço para uma nova geração de lideranças. Não nos deixemos levar por respostas fáceis. Muitas virão entre radicalismos e certezas, mas renovação requer construção. Não heroísmos individuais, mas um movimento que dê novo significado à política. Que atualize sua forma, sua linguagem e seu ritmo. Que engaje toda nossa diversidade de perspectivas numa mistura de sotaques, crenças e raças. Que não aceite o sistema ‘como ele é’. Que não aceite o país como está. Que acredite em um Brasil mais justo, inclusivo e desenvolvido”, diz um trecho do manifesto.

Questionado sobre as orientações política e econômica, o pernambucano no primeiro momento evita classificação, mas, depois, se diz “politicamente liberal e economicamente progressista”. Ele argumenta que politicamente advoga pela a “defesa dos direitos sociais e o respeito às minorais” e, no âmbito econômico, ressalta o potencial da economia de mercado.

Sem levantar qualquer bandeira partidária, eles enfatizaram, no manifesto, feitos de governos nos últimos 30 anos. “Foi uma geração admirável. Derrubou uma ditadura. Deu vida à democracia e voz a um Brasil esquecido. Universalizou o acesso à educação e à saúde que, apesar das limitações, se tornaram direitos em uma constituição audaciosa. Estabilizou a economia e fez dela a sétima maior do mundo. Valorizou o salário mínimo de forma revolucionária. Tirou milhões de pessoas da pobreza e foi exemplo em redução de desigualdade. Fortaleceu nossas instituições”, pontuam.

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