Deputada Federal Tereza Cristina (DEM-MS)
Deputada Federal Tereza Cristina (DEM-MS)Foto: Reprodução da internet

Os segmentos sociais do PSB (Juventude, LGBT, Sindical, Mulheres e Movimento Popular) divulgaram uma nota conjunta em que defendem a imediata destituição da líder do partido na Câmara Federal Tereza Cristina (MS) e a abertura de processo de administrativo dos deputados que votaram favoravelmente na Reforma Trabalhista, na última quarta-feira (26). Esse processo pode levar à expulsão dos parlamentares.

A possibilidade de o pedido de expulsão feito por parte dos movimentos sociais do partido já vinha sendo cogitado desde a última quinta-feira (27). No PSB, não há a exclusão sumária do deputado que se posicionou contra o partido, como fez o PDT com Carlos Eduardo Cadoca, na semana passada.

Dos seis deputados da bancada do PSB em Pernambuco, três votaram favoravelmente à Reforma Trabalhista e são, consequentemente, passíveis de expulsão: João Fernando Coutinho, Fernando Filho (que é ministro das Minas e Energia) e Marinaldo Rosendo. 

Eles lembram que a Executiva Nacional, “por ampla maioria”, se posicionou pela reprovação das reformas trabalhistas e previdenciárias.

“Porém, menos de 24 horas depois da decisão tomada na sede do partido, a líder do PSB na Câmara, deputada Tereza Cristina - que estava presente à reunião - liberou a bancada do partido para votar contra a deliberação da Executiva Nacional em vários momentos, inclusive seu próprio voto”.

Lembra que os deputados federais foram eleitos pelo PSB e, por isso, “têm a obrigação de prestar contas a sociedade sobre seu desempenho nos respectivos mandatos”.

“Vamos empunhar a bandeira do nosso partido e dizer NÃO a essa decisão da Liderança que não nos representa. Não fugiremos à luta e não descansaremos até que o último deputado federal do PSB esteja convencido que representa o Partido Socialista Brasileiro ou, então, peça pra sair”, destaca o grupo, em trecho da nota.

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Veja a íntegra da nota do PSB:

Os segmentos organizados do PSB (Juventude, LGBT, Sindical, Mulheres e Movimento Popular), sempre alertaram o partido quanto ao risco de ocorrências como a que presenciamos agora a pouco. A Executiva Nacional deliberou por ampla maioria o encaminhamento de votar NÃO às votações das reformas trabalhistas e previdenciárias. Porém, menos de 24 horas depois da decisão tomada na sede do partido, a líder do PSB na Câmara, deputada Tereza Cristina - que estava presente à reunião - liberou a bancada do partido para votar contra a deliberação da Executiva Nacional em vários momentos, inclusive seu próprio voto. Esta é uma prova de que, para a deputada, não existe nenhuma discussão que coloque a população em primeiro lugar, e sim a do atendimento a interesses individuais, os quais “desconhecemos”.

Os segmentos já tomaram as devidas providências internas nas instâncias partidárias que instrumentalizam estatutariamente a Executiva Nacional, da qual integramos, como sendo o fórum máximo de deliberações quanto às posições dos nossos parlamentares. Estes deputados foram eleitos pelo Partido Socialista Brasileiro e têm a obrigação de prestar contas a sociedade sobre seu desempenho nos respectivos mandatos, bem como fazer jus a confiança de cada eleitor que acreditou no candidato apresentado pelo PSB nas eleições de 2014.

Vamos empunhar a bandeira do nosso partido e dizer NÃO a essa decisão da Liderança que não nos representa. Não fugiremos à luta e não descansaremos até que o último deputado federal do PSB esteja convencido que representa o Partido Socialista Brasileiro ou, então, peça pra sair.

Com base no artigo 10° do estatuto do PSB, os Segmentos Organizados do PSB solicitam à Executiva Nacional em regime de urgência:

1 – A imediata intervenção e destituição da líder Tereza Cristina da bancada do PSB na Câmara Federal;

2 – Abertura imediata de processo disciplinar administrativo contra os parlamentares que descumpriram as decisão da comissão Executiva Nacional do PSB.

Desde já queremos deixar público o total apoio as sanções já feitas pelo nosso presidente nacional Carlos Siqueira quanto aos deputados e deputadas que não respeitaram o Partido e a população.

Nosso Partido é SOCIALISTA, e continuará sendo. Somos um PARTIDO com 70 anos de lutas pelo BRASIL, sempre em defesa dos trabalhadores e dos que mais precisam.

Tony Siqueira Sechi – Secretário Nacional da JSB
Otávio Oliveira – Secretário do Movimento LGBT
Dora Pires – Secretária Nacional de Mulheres
Jesus Matos – Secretária Nacional do Movimento Popular Socialista
Joilson Cardoso – Secretário Sindical do PSB

Brasília-DF, 29 de Abril de 2017.

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