Reunião da Comissão Especial para elaborar Estatuto da Pessoa com Câncer no Estado
Reunião da Comissão Especial para elaborar Estatuto da Pessoa com Câncer no EstadoFoto: Jarbas Araújo/Alepe

Durante reunião da Comissão Especial da Pessoa com Câncer da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), nessa segunda-feira (29), os deputados integrantes do colegiado conversaram com familiares de crianças em tratamento para leucemia. Entre os pontos debatidos, as dificuldades diárias de quem enfrenta a doença e possíveis soluções para melhorar o atendimento e acolhimento dos pacientes.

Uma das principais críticas foi sobre o medicamento Leuginase, usado no combate a leucemia, e que, de acordo com o professor Geraldo Maia, está sendo usado nos hospitais públicos há dois meses e não existem estudos sobre o seu efeito em humanos. “O Ministério da Saúde trocou o antigo laboratório fornecedor. Sabemos que existem drogas superiores que podem ser utilizadas, a exemplo da asparaginase. Mas, por questões de se reduzir custos, põe-se em risco a vida de crianças”, ressaltou.

Outro ponto discutido no colegiado foi a falta de uma lei que ampare na questão dos pedidos de licença do trabalho para acompanhar o tratamento dos filhos, que dura em média dois anos em meio. O tempo de licença varia para servidores públicos municipais, estaduais e federais. A situação se agrava para trabalhadores regidos pela CLT, pois é a empresa quem determina a liberação ou não do empregado.

Integrante do colegiado, o deputado estadual Rodrigo Novaes (PSD) destacou que, partir do que foi conversado na reunião, serão tomadas algumas providências. “Vamos ao Ministério Público Federal garantir judicialmente a regularização da medicação que era fornecida anteriormente e, em paralelo, solicitar ao Conselho Federal de Medicina uma mudança de postura por parte do Ministério de Saúde”, garantiu.

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