O governador Paulo Câmara (PSB), o governador de Alagoas, Renan Filo (PMDB), e o prefeito Geraldo Julio (PSB)
O governador Paulo Câmara (PSB), o governador de Alagoas, Renan Filo (PMDB), e o prefeito Geraldo Julio (PSB)Foto: Arthur Mota/Folha de Pernambuco

Por Carol Brito
Da Folha de Pernambuco

O governador de Alagoas, Renan filho (PMDB), manifestou solidariedade ao PMDB de Pernambuco sobre o processo de intervenção da direção nacional no Estado. O chefe do Executivo estadual afirmou que a medida não condiz com a tradição da legenda e causa preocupação às lideranças da agremiação. Filho revelou que teve uma conversa recente com o presidente estadual do PMDB, Raul Henry, e manifestou sua solidariedade diante do processo de intervenção.

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"Posso dizer é que o PMDB não tem tradição de intervencionismo. Aliás, o PMDB é um partido diverso. E por isso ele chegou onde ele chegou. Pela sua capacidade de compreender os momentos políticos, de aceitar o contraditório e de em meio a pensamentos diferentes buscar caminhos para o País. Um partido que exige um caminho único é sempre um partido estreito no sentido político da palavra", disse o governador de Alagoas.

O governador e o seu pai, o senador Renan Calheiros (PMDB –AL), fazem forte oposição interna ao governo Temer e também são vistos como possíveis alvos de retaliação pelo PMDB nacional.

"Eu conversei com Raul Henry. Fui deputado com ele. Ele me telefonou, manifestou a sua preocupação com relação ao que está ocorrendo e eu acho que o Raul é um dos grandes quadros que esse partido tem. Foi deputado federal, é uma figura muito densa intelectualmente, que tem representatividade política. Portanto, o processo, a meu ver, não deveria ser assim", explicou.

Renan Filho participa, nesta segunda-feira (25), do Fórum Nordeste 2017, na Arcádia do Paço Alfândega, no Bairro do Recife. Confira a cobertura do Fórum no hotsite.

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