Executiva nacional do PSDB
Executiva nacional do PSDBFoto: Agência Tempo/Folhapress

Após o deputado federal Bruno Araújo defender o nome de Geraldo Alckmin para a presidência da legenda, com o intuito de minimizar o racha interno, os deputados federais Betinho Gomes e Daniel Coelho deixaram claro que o grupo atrelado ao senador Tasso Jereissati não vai abrir mão do cargo facilmente. Após a visita do governador paulista ao Recife, Betinho afirmou que Tasso “está mais adiante porque buscou fazer um processo de oxigenação dentro do partido”.

O cabo de guerra pelo comando da legenda será resolvida no dia 9 de dezembro, quando será realizada a convenção nacional. O governador de Goiás, Marconi Perillo, disputa o posto contra Tasso Jereissati, que já recebeu apoio de figuras como o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. De acordo com Bruno Araújo, Perillo já teria dado o aval para Alckmin ser o nome de consenso para a presidência do PSDB e, neste caso, só faltaria uma sinalização de Tasso no mesmo sentido.

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“O importante é que o partido inclusive possa fazer um debate com clareza, analisar quem é o nome que tem melhor condição para presidir o partido. Inclusive dando uma roupagem nova em relação a alguns posicionamentos. E acho que neste quesito Tasso está mais adiante porque ele buscou fazer um processo de oxigenação dentro do partido”, colocou Betinho Gomes.

Sem citar o nome de Alckmin, o deputado falou que a agremiação deve “ter um presidente que tenha compreensão de que o partido não pode ficar imóvel, sem posicionamento político”. “Não temo qualquer tipo de disputa entre Tasso e Perillo. São dois homens experientes, homens públicos testados. Mas acho que, para esse momento do PSDB, o nome de Tasso é uma opção”, acrescentou.

Da mesma forma, Daniel Coelho defendeu a postulação do senador tucano. “Para o PSDB romper com esse ciclo de equívocos que cometeu nos últimos anos, voltar para as suas origens, como um partido ideológico, sem compromisso com governo, mas compromisso com a sociedade, quem tem condição de conduzir o partido pra esse caminho é Tasso”, reforçou.

Em sua opinião, “se Alckmin for presidente de partido e candidato a presidente da República, vai ser difícil de cumprir essa agenda interna de desgaste, porque mudar posicionamento do partido é enfrentar alguns. E eu acho que alguns precisam ser enfrentados. Acho que Tasso cumpriria um papal importante de reposicionar o partido e enfrentar uma agenda mais dura e de algum desgaste interno e deixar Alckmin solto para ele fazer o que tem que fazer, que é viajar o Brasil, defender suas ideias, falar de suas propostas. Conciliar as duas posições pode causar a impressão de uma falsa unidade”, pontuou.

Com informações de Ulysses Gadêlha, da Folha de Pernambuco

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