Presidente do PT-PE, Bruno Ribeiro
Presidente do PT-PE, Bruno RibeiroFoto: Arthur Mota / Folha de Pernambuco

Após o senador Armando Monteiro (PTB) se dispor a encabeçar o projeto oposicionista no estado e criticar a recente aproximação entre PT e PSB, o presidente do PT-PE, Bruno Ribeiro, criticou a postura do petebista. Na sua visão, “quem quiser estar com Lula e o PT conversa com Lula e o PT”. “Não precisa mandar recados pela imprensa”, afirmou o petista, em entrevista à Rádio Folha, nesta segunda-feira (27).

No evento realizado neste domingo, com a presença de mais de 200 lideranças do estado, Armando Monteiro afirmou que a possível aliança entre PT e PSB causa estranhamento. Ele conta com a continuidade do PT no campo da oposição para reduzir o tempo de televisão da Frente Popular, que já perdeu minutos com a saída do DEM e do PSDB.

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“O que não entendemos é que o PT, por qualquer injunção, se alinhe com aqueles que destituíram o governo legítimo da presidente Dilma”, afirmou o petebista, para acrescentar que espera que a sigla continue no bloco de oposição. PT e PTB estiveram unidos nas eleições de 2014 e 2016.

Em resposta, o presidente do PT-PE disse que Armando criticou “o que não existe”. “Vi o posicionamento dele pelos jornais E acho que a gente não precisa estar se mandando recado pelo jornal. Não é o nosso estilo”, colocou o petista.

Para Bruno Ribeiro, o “PT tem posições muito claras em Pernambuco e no Brasil”. “Não há hipótese de estarmos juntos, nem no primeiro nem no segundo turno, com os que representam os interesses mais conservadores da sociedade pernambucana, como Mendonça Filho (DEM), Bruno Araújo (PSDB) ou Fernando Bezerra Coelho (PDMB)”, destacou.

Por fim, o petista garantiu que seu partido “não vai considerar opiniões sobre o PT ou recados dados ao partido pelos jornais". "Quem quiser conversar com o PT e se entender com a gente, procure o partido”, opinou.

“Não é só uma questão de se juntar com A ou B para ganhar uma eleição. É para defender conteúdo, programa e posições. O PT tem uma pauta muito clara e quem quer se somar a ele, discute com o PT. A gente não precisa estar dizendo o que o outro vai fazer pelos jornais ou pelos blogs ou por discurso”, finalizou.

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