Daniel Coelho
Daniel CoelhoFoto: Arthur Mota/Folha de Pernambuco

O deputado Daniel Coelho passou a integrar oficialmente as fileiras do PPS após ter o nome confirmado no último fim de semana no Congresso Nacional da legenda, em São Paulo. O parlamentar, que é agora o único representante pernambucano da legenda na Câmara Federal, chega também com posição na executiva nacional da agremiação.

Ele chega ao partido em um momento difícil - ocasionado pelo pedido de desfiliação do Ministro extraordinário da Segurança Pública, Raul Jungmann que gerou um efeito debandada na sigla. Com a chegada de Coelho ao PPS, no Estado, o partido migra para a oposição ao Governo Paulo Câmara. O ato de filiação em Pernambuco deverá ocorrer na próxima quarta-feira (28), às 14h, na sede da sigla.

Após as críticas dos militantes de que o presidente nacional, Roberto Freire, estaria agindo de modo “autoritário” ao impor o adiamento da realização do congresso estadual para esperar o ingresso de Coelho, pelo menos cinco pós-comunistas entregaram suas cartas de desfiliação, entre eles o presidente da sigla na Capital Pernambucana, Felipe Ferreira, e no Estado, Manoel Carlos.

Apesar disso, neste fim de semana aconteceu a realização do congresso nacional do partido, em São Paulo. Mesmo com o desgaste interno, o deputado federal Roberto Freire foi reeleito para a presidência nacional da sigla por mais quatro anos. Além de Coelho, outros nomes importantes também passam a compor o PPS, como o ex-ministro da cultura Marcelo Calero.

O deputado Coelho havia dito que uma das suas condições para sua filiação seria a mudança do nome da sigla, que deveria mudar de Partido Popular Socialista para Movimento 23. A resolução com esta demanda foi aprovada no segundo dia de congresso, no último sábado, e segue agora para apreciação do diretório nacional. Em seu discurso, Roberto Freire afirmou que a mudança de nome se faz necessária porque o partido está passando por uma nova fase.

“No passado, nós fizemos uma mudança que era necessária, mas foi dolorosa. Essa mudança agora não será de nenhuma dor. Ao contrário, traz muita esperança”, disse Freire. “Mas tiramos aquilo que é fundamental. Não sei como o Diretório vai fazer. Tudo isso vai ser encaminhado. Mas uma coisa já sabemos: o PPS está discutindo se será efetivamente o novo com o que chegou de novas concepções e visões de mundo. Vamos representar esse pluralismo que já era presente. Nós mudamos quando aquilo significava mudar a nossa própria vida”.

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