Bernie Sanders
Bernie SandersFoto: TASOS KATOPODIS / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / AFP

Em carta endereçada ao embaixador do Brasil em Whashington (EUA), Sergio Silva do Amaral, um grupo de 29 congressistas americanos, entre eles o senador Bernie Sanders, que foi pré-candidato à Casa Branca em 2016, faz fortes críticas contra “o ataque à democracia e aos direitos humanos no Brasil”. Os signatários do documento alertam para a necessidade de investigação do assassinato da vereadora carioca Marielle Franco e criticam a falta de provas contra o ex-presidente Lula (PT), preso na superintendência da Polícia Federal de Curitiba. No texto, pedem para que o governo brasileiro trabalhe para “assegurar que o Presidente Lula tenha o seu direito constitucional ao devido processo legal garantido”.

“Em abril, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi preso após um processo judicial altamente questionável e politizado, no qual seus direitos processuais foram aparentemente violados. Os fatos do caso do Presidente Lula nos dão razão para acreditar que o principal objetivo de sua prisão é impedi-lo de concorrer nas próximas eleições”, diz o texto, enviado ao embaixador nesta quinta-feira (26).

Além disso, os parlamentares pedem que as autoridades judiciais e políticas brasileiras “garantam eleições justas”. “Os tribunais brasileiros devem avaliar prontamente os méritos das acusações contra o presidente Lula, em que nenhuma evidência material foi apresentada como prova das acusações de corrupção do ex-presidente. Como exortaram ex-líderes do governo europeu, o presidente Lula deve ter sua liberdade concedida enquanto as apelações à sua condenação estão pendentes, de acordo com as garantias constitucionais do Brasil. A luta contra a corrupção não deve ser usada para justificar a perseguição de opositores políticos ou negar-lhes o direito de participar livremente nas eleições”, acrescenta a carta.

Ao se referem ao governo Michel Temer como sendo de “extrema-direita”. Neste quesito, citam o congelamento dos gastos públicos, que culminaram em cortes nos programas sociais. Eles pedem, ainda, que ajustiça seja feita no caso Marielle Franco, “com os autores de seu assassinato capturados e processados, e medidas sendo tomadas para proteger outros ativistas corajosos que colocam suas vidas em risco denunciando a violência e a injustiça do Estado”. “Nós nos juntamos aos apelos por uma investigação internacional independente sobre seu assassinato”, coloca a nota.

Confira a íntegra da carta:

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