Sylvana Lellis, diretora do Draco, José Rivelino, diretor do Interior I e Joselito do Amaral, Chefe da Polícia Civil
Sylvana Lellis, diretora do Draco, José Rivelino, diretor do Interior I e Joselito do Amaral, Chefe da Polícia CivilFoto: Divulgação

Doze assessores de gabinete da Câmara de vereadores do município de Aliança, na Zona da Mata Norte do Estado, confessaram, em delação premiada à Polícia Civil, que são funcionários fantasmas do local há dois anos.

As investigações começaram em agosto do ano passado e os assessores foram alvo da operação Anticorrupção II, deflagrada na manhã desta quarta-feira (16). Segundo Joselito do Amaral, chefe da Polícia Civil, os desvios chegam a aproximadamente R$ 500 mil. Cinco vereadores e a presidente da câmara de Aliança também estão sendo investigados.

Durante a operação foram cumpridos 12 mandados de busca e apreensão dentro de gabinetes da Câmaras de vereadores e na casa da presidente da câmara Maria José de Oliveira, conhecida por Zinha, onde foram aprendidos celulares, CPUs e livros de ponto.

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"Os 12 servidores são comissionados e também concursados. Eles assumiram que não trabalharam nenhum dia mas que recebiam salário e gratificação de 100% sobre o valor do salário. Estamos investigando os valores individuais que cada um ganhava e se os vereadores também ficavam com parte desse dinheiro", contou Joselito.

Os envolvidos estão sendo investigados pelos crimes de peculato, organização criminosa, falsidade ideológica e enriquecimento ilícito.

Joselito disse ainda que até o momento ninguém foi preso. "Os vereadores ainda vão ser ouvidos e com os desdobramentos da investigação a justiça deve decidir pelo afastamento ou não dos vereadores e servidores".

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