Área do projeto Novo Recife
Área do projeto Novo RecifeFoto: Arthur de Souza/Folha de Pernambuco

Parlamentares pernambucanos se posicionaram de forma diversa sobre o projeto Novo Recife, que voltou ao debate esta semana, com a autorização dada pela Prefeitura de demolir os galpões do Cais José Estelita, que provocou reação imediata do movimento Ocupe Estelita, contrário ao projeto apresentado por um consórcio de constutoras para a área. Nesta quarta-feira (27), na Assembleia Legislativa do Estado de Pernambuco, deputado estadual Wanderson Florêncio (PSC) defendeu a requalificação do local, afirmando que o empreendimento trará melhorias para comerciantes e moradores. Já o vereador do Recife Ivan Moraes (PSOL) apresentou argumentos contrários ao projeto.

“Estive nos últimos anos acompanhando todo o desdobramento dessa discursão. Ao conversar com a população, senti que existe uma enorme expectativa que sujam diversas oportunidades e que o potencial dos bairros de São José, Santo Antônio e da Boa Vista seja explorado da forma correta, gerando empregos e uma nova dinâmica para a região. Será a requalificação de uma área que é importante para a capital”, declarou Wanderson Florêncio.


Wanderson Florêncio (PSC) defende projeto para revitalizar o bairro e gerar empregos

Wanderson Florêncio (PSC) defende projeto para revitalizar o bairro e gerar empregos - Crédito: Divulgação / Câmara Municipal do Recife


"Qualquer projeto que aparecer lá vai requalificar o bairro e fomentar a geração de emprego. Ninguém do movimento [Ocupe Estelita] jamais defendeu que a área continuasse abandonada. O que se precisa é de um projeto que de fato atenda a maioria das pessoas da cidade", argumentou Ivan sobre a declaração de Wanderson.

Em sua fala, o deputado disse que "o projeto é uma oportunidade de transformação de um espaço que atualmente não é aproveitado da forma correta e assim causaria um impacto positivo na vida da população, pois aumentaria o fluxo de pessoas e investimentos na área". 


Ivan Moraes (PSol) é um dos apoiadores do movimento Ocupe Estelita.

Ivan Moraes (PSol) é um dos apoiadores do movimento Ocupe Estelita. - Crédito: Arthur de Souza


Sobre a readequação do projeto, Ivan atribuiu os avanços à pressão e a participação popular. "A gente não pode negar que houve melhorias e essas melhorias foram causadas pelo movimento Ocupe Estelita", disse. Ivan lembrou que o Novo Recife é alvo de investigação da Polícia Federal. Segundo ele, o inquérito "indicou enorme possibilidade de fraude e corrupção durante todo o processo de Leilão. E hoje em dia a gente não pode ser tolerante com uma corrução que tirou pelo menos R$ 10 milhões de reais dos cofres públicos", disse.

“Apesar do nascedouro do projeto não ter sido da melhor forma possível, defendemos que exista sim uma intervenção na região, protegendo, evidentemente, o que foi ajustado, e com isso, promovendo uma requalificação urbana para essa região do centro do Recife”, afirmou Wanderson sobre as denúncias em torno do leilão.

"Há uma insegurança jurídica muito grande no que diz respeito a esse empreendimento. Eu não sei até que ponto eles deveriam já estar vendendo unidades de um projeto que não tem nem licença para demolir nem autorização para construir", questionou Ivan.

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