Carlos Neves, advogado e presidente da Comissão Nacional Eleitoral da OAB.
Carlos Neves, advogado e presidente da Comissão Nacional Eleitoral da OAB.Foto: Arthur Mota/Folha de Pernambuco

Em entrevista ao programa Folha Política da Rádio Folha (FM 96,7), nesta segunda-feira (15), o advogado Carlos Neves, presidente da Comissão Nacional de Direito Eleitoral da OAB, teceu críticas ao pacote anticrime apresentado pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro. Ele também comentou sobre o fim das coligações e as mudanças na lei eleitoral brasileira, entre outros assuntos.

"O projeto de lei anticrime é vendido pelo governo como a tábua de salvação e tem pontos bons, como a criminalização do caixa dois. Mas a Comissão Eleitoral é contrária ao ponto de tirar da justiça eleitoral ops crimes de caixa dois. Estão vendendo a ideia de que a Justiça Eleitoral é frágil. Não é", criticou Neves. Segundo ele, o projeto subestima os juízes eleitorais. "É uma tentiva de fragilizar a Justiça Eleitoral e mostrar um ar de que só há um juizo apto para julgar, que é o juízo de Curitiba", afirmou.

Carlos Neves também questionou o excesso de mudanças na legislação eleitoral a cada eleição. "É bem confuso pra população em geral. Acho até que essa dificuldade que o Congresso impõe à população é intencional para complicar e o povo não entender bem o jogo", disse. Apesar disso, ele se disse favorável ao fim das coligações que já será aplicado nas eleições municipais do ano que vem, mas contrário à proposta apresentada durante à Marcha dos Prefeitos, de unificar as eleições brasileiras. "Quanto mais eleiões nós tivermos, mais a democracia avança", frisou.

Confira a entrevista, na íntegra:

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