Secretário de Educação de Pernambuco, Fred Amâncio.
Secretário de Educação de Pernambuco, Fred Amâncio.Foto: Alfeu Tavares / Folha de Pernambuco

Em entrevista ao programa Folha Política da Rádio Folha (96,7), nesta terça-feira (16), o secretário de Educação de Pernambuco, Fred Amâncio, demonstrou preocupação com a possibilidade da extinção do Fundo de Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb) e a desvinculacao do orçamento da Educação, que tramita no Congresso. Ele também comentou sobre as prioridades para a educação brasileira, a relacão dos Estados com o MEC, projetos da secretaria estadual, entre outros assuntos.

"O fim do Fundeb e o fim das vinculações seria um desastre para o brasil. Sem dúvida, os grandes perdedores seriam as gestões municipais. Inviabilizaria a educação", afirmou Fred. Se aprovada, a Proposta de Emenda Constitucional do Governo acabaria com a obrigatoriedade de vinculação de 25% dos orçamentos dos entes federados para a Educação e dos 15% para a Saúde.

Sobre a relação de sua pasta com o Ministério da Educação (MEC), o secretário afirmou que a postura adotada é de fortalecer parcerias pela educação brasileira, independente da bandeira ideológica. "Nós aqui em Pernambuco - e sempre foi uma oriantação do governador Paulo Câmara - independemte do governo, a área de educação sempre teve um olhar diferenciado. Nós sempre tivemos um alinhamento e um excelente relacionamento com o MEC", comentou.

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Segundo Fred Amâncio, a crise política no MEC explica a dificuldade que os Estados estão tendo no repasse de recursos. "O Ministerio da Educação passou por um momento de grande instabilidade e está num momento de reaarrumação, o que não permitiu a reaproximação", avaliou. "Existe uma série de dificuldades que vem sendo sentidas em todos os estados do Brasil. Hoje as nossas preocupações são as mesmas. Existem alguns atrasos de cronograma do Ministério", relatou.

Agenda de aprendizagem - Como vice-presidente do Conselho Nacional de Educação, Fred Amâncio falou sobre as sete prioridades na chamada Agenda de aprendizagem, que foi construída pelos secretários de Educação do país. "Existe no Brasil quase uma unanimidade sobre os temas prioritários. Nós queremos dialogar com o Ministério e dizer quais são as prioridades na educação do braisl neste momento", disse.

Segundo ele, algumas pautas que estão sendo discutidas pelo governo são menos urgentes para o país e não deveriam ser pautadas no momento, a exemplo da educação domiciliar, o projeto do Escola Sem Partido, entre outros. "Nos preocupou o MEC inicar a discusasão em temas que não são prioridades do Brasil nesse momento", ponderou.

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