Hely Ferreira, professor e cientista político
Hely Ferreira, professor e cientista políticoFoto: Kleyvson Santos / Folha de Pernambuco

Estamos chegando ao término de mais um ano e como sempre grande parte das pessoas aproveitam os últimos dias para fazer reflexão do que fez ou deixou de fazer. Muitos saem à procura de pessoas que em algum momento passou pelas turras, e procura reconciliação na esperança de iniciar mais um ano em paz.

Acontece que, os percalços que foram vividos, alguns não são facilmente superados, já que há aqueles que para se viver em espírito de bonança, não depende apenas de um lado, mas do desejo de outras pessoas envolvidas.

O quadro de querelas no Brasil tem crescido e parece que em curto prazo, não será arrefecido. Estamos em uma fase que todos são obrigados a pensarem da mesma maneira. Discordar é crime!

A falta de maturidade é tão visível que existem amigos, vizinhos e até familiares que se tornaram inimigos por causa de preferência futebolística, religiosa e nos últimos tempos por conta de posição política. É bom lembrar que as divergências políticas sempre existiram.

Acontece que agora, as celeumas parecem suscitar o ódio. Esquecem que via de regra, os “representantes” do povo, brigam na sala e se abraçam na cozinha. Basta lembrar que, quando o assunto é reajuste salarial para eles, as matizes partidárias se misturam ficando da mesma coloração. Será que vale a pena criar inimizade por causa da opção política?

Dizia Tancredo Neves que os homens não brigam quem brigam são as suas ideias.

Hely Ferreira é cientista político.

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