Passada as eleições de 2018, o PSL de Pernambuco está sendo acusado de ter criado uma candidata laranja no Estado para receber R$ 400 mil de dinheiro público nas eleições de 2018. A informação foi publicada em reportagem da Folha de S.Paulo ontem.

Segundo o jornal, Maria de Lourdes Paixão, de 68 anos, foi a terceira maior beneficiada com a verba do partido do presidente Jair Bolsonaro em todo o País. Ela, que concorreu a deputada federal, teve apenas 274 votos.
O dinheiro do fundo partidário do PSL, diz a Folha de S.Paulo, foi enviado pela direção nacional da sigla para a conta da candidata no dia 3 de outubro, quatro dias antes do primeiro turno da eleição.

A prestação de contas de Lourdes Paixão no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aponta que 95% dos R$ 400 mil foram gastos em uma gráfica para imprimir 9 milhões de santinhos e cerca de 1,7 milhão de adesivos. A candidata laranja é secretária administrativa do PSL em Pernambuco.

A candidata foi procurada pela reportagem e informou não se lembrar do nome do contador nem de quanto gastou ou o volume de material que encomendou. Ela também não soube explicar as razões de ter sido escolhida candidata e ter recebido a terceira maior fatia da verba do partido.

“Recebi um valor expressivo do partido, mas acontece que quando eu vim receber já era campanha final, entendeu, e não deu tempo para eu me expandir”, justificou Lourdes. A reportagem ainda informa que visitou os endereços informados pela gráfica na nota fiscal e na Receita Federal e não encontrou sinais de que o estabelecimento tenha funcionado nesses locais durante a eleição.

O vice-presidente nacional do PSL, Antonio de Rueda, disse à reportagem que têm pouca informação sobre a candidatura de Maria de Lourdes e negaram que se trate de manobra de fachada.

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