Paulo Guedes, ministro da Economia
Paulo Guedes, ministro da EconomiaFoto: Marcos Corrêa/PR

"Não tem caos nenhum", afirmou o ministro Paulo Guedes (Economia), minimizando a crise aberta pela troca de acusações entre o presidente, Jair Bolsonaro, e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM), sobre a negociação política da reforma da Previdência.

Em evento da FNP (Frente Nacional dos Prefeitos), em Brasília, Guedes disse acreditar que o episódio é resultado de "problemas de comunicação, que deverão ser superados" e que a reforma deve ser aprovada.

"Não tem caos nenhum. Tem gente chegando cheia de ideias e o pessoal que está dentro, está dizendo espera aí. Até onde vai a linha da política? Não pode ter toma lá dá cá, a gente não quer. Mas tem que ter conversa. Então quem são os interlocutores? Os líderes dos partidos? Mas o partido não pode ser de centenas, tem que ser um partido que tenha cara", disse Guedes, numa espécie de diálogo mental entre as duas frentes de discordância.

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Guedes disse que, apesar das declarações inflamadas, as lideranças políticas "sabem o tamanho do desafio e da responsabilidade que têm que fazer".

"O presidente Bolsonaro sabe que é uma reforma difícil, mas sabe que vai libertar futuras gerações", disse.

Ele admitiu que Bolsonaro tem opinião diferente da proposta entregue ao Congresso, principalmente na idade de aposentadoria de mulheres. A proposta é de idade mínima de 62 anos e Bolsonaro já disse ser favorável a uma idade de 57 anos.

"Ele encaminhou uma proposta com 62 anos. Qual o problema de ter opinião diferente? Ele fez a parte dele, entregou a nossa proposta."

O ministro voltou a defender que a reforma não pode ser desidrata ao ponto de reduzir a economia para menos de R$ 1 trilhão, sob pena de inviabilizar a criação do regime de capitalização (em que a aposentadoria é resultado da poupança feita pelo trabalhador ao longo da vida)."Por mais que tenha queda de braço, na hora de botar o votinho ali, acredito que teremos a reforma aprovada, porque isso interessa a todas as prefeituras, a todos os estados", disse Guedes.

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