Presidente da Frente Parlamentar em Defesa do Saneamento Básico, Danilo Cabral (PSB)
Presidente da Frente Parlamentar em Defesa do Saneamento Básico, Danilo Cabral (PSB)Foto: Sérgio Francês / Divulgação

A Medida Provisória 844/2017 que altera o marco legal do saneamento público brasileiro, chamada de MP do Saneamento, perderá a validade nesta segunda-feira (19) e, assim, não terá mais força de lei. Sem sessão na Câmara prevista, não há tempo hábil para análise da proposição pelo Plenário da Casa. O presidente da Frente Parlamentar em Defesa do Saneamento Básico, deputado Danilo Cabral (PSB), comemorou a vitória da mobilização contra a proposta do governo federal que facilitava a privatização do setor.

“Foi mais uma conquista do povo brasileiro na luta contra a privatização da água e do saneamento básico, uma vitória de todos que defendem a água e o saneamento como direitos e não como mercadorias”, afirmou Danilo Cabral. Desde que chegou ao Congresso Nacional, em julho, a medida é alvo de discussões e críticas de diversos setores, como dos governadores e das instituições ligadas ao saneamento básico público.

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Para o governo, as empresas privadas poderiam ampliar o acesso da população a esses serviços, já que as empresas públicas não têm dinheiro suficiente para fazer os investimentos necessários. Já a oposição dizia que as empresas privadas iriam tentar buscar lucro com a água e, com isso, comunidades pobres e os cofres públicos municipais e estaduais poderiam ser prejudicados.

“O que aconteceria é que o setor privado ficaria com os municípios onde a prestação do serviço é superavitário e aqueles mais pobres seriam atendidos pelas estatais, que não teriam como ser autossuficientes”, disse o presidente da Frente Parlamentar, citando o exemplo da Compesa, que não depende de recursos da União para sobreviver.

Governo e oposição até tentaram negociar, mas não houve sucesso. Danilo Cabral comentou que, se o governo atendesse algumas demandas dos governadores, haveria a possibilidade de fechamento de um acordo. “Isso mostra que o governo federal não pode promover uma mudança tão profunda no setor sem debater amplamente com a sociedade”, disse.

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