CCJ da Câmara
CCJ da CâmaraFoto: Marcelo Casal J.r/Ag. Brasil

A oposição na Câmara quer suspender a votação da reforma da Previdência na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) marcada para esta terça-feira (23) até que seja levantado o sigilo determinado pelo governo sobre estudos que embasam a proposta.

O líder da oposição na Câmara, Alessandro Molon (PSB-RJ), afirmou nesta segunda-feira (22) que os líderes tentarão o adiamento com o presidente da CCJ, Felipe Francischini (PSL-PR), para a próxima semana.
  
Além disso, o deputado Aliel Machado (PSB-PR) entrou com um mandado de segurança no STF (Supremo Tribunal Federal) pedindo a suspensão da tramitação na comissão. O pedido será analisado pelo ministro Gilmar Mendes.

A oposição deve entrar ainda com um mandado de segurança na primeira instância da Justiça Federal, pedindo o levantamento do sigilo revelado pela Folha de S.Paulo.

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"Não é razoável votarmos a matéria sem o conhecimento dos dados", afirmou Molon.

Os líderes da oposição se reunirão na noite desta segunda com parlamentares do centrão, para angariar apoio à reivindicação. A ideia é, caso não seja possível adiar a tramitação em acordo com Francischini ou pela via judicial, apresentar questões de ordem durante a sessão a fim de interromper sua análise.

Líderes do centrão têm demonstrado disposição para atrasar a instalação da comissão especial caso não haja liberação dos dados. No entanto, ainda há deliberação sobre se devem atrasar a tramitação na primeira fase.

"Essa questão do sigilo vai tumultuar muito, isso é muito sério", afirmou o líder do Podemos, José Nelto (GO).

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