Felipe Carreras
Felipe CarrerasFoto: Alfeu Tavares

A Câmara dos Deputados realizou, ontem, uma Audiência Pública para debater medidas de restrição ao Ácido Graxo Trans (AGT), popularmente chamado de gordura trans. A iniciativa do deputado federal Felipe Carreras (PSB) abriu espaço para discussões sobre a regulação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a substituição da gordura trans e os riscos da substância para a saúde do consumidor brasileiro.

A alimentação saudável é uma das principais bandeiras defendidas pelo parlamentar pernambucano na Câmara Federal. “Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostram que a gordura trans pode aumentar o risco de doenças cardíacas em até 30%, fora todos os outros riscos que causa para a saúde. Precisamos agir para garantir que o alimento que entrará na casa do consumidor brasileiro não prejudicará a sua família”, alertou.

Na ocasião, o deputado aproveitou para reforçar a importância do debate equilibrado. “O Brasil vive momentos decisivos e não podemos deixar de pautar um assunto que influencia a saúde de todos os brasileiros. O parlamento é um espaço para debatermos o tema de uma forma justa, envolvendo as classes e a população”, defendeu Carreras.

O limite de gordura trans adequado foi uma questão levantada por todos os participantes da mesa. A nutricionista Isabela Sattamini, que estava representando o Conselho Federal de Nutrição (CFN), explicou que 1% é o limite seguro. “Nós temos esse valor como segurança e se ele puder ser menor é melhor ainda. Infelizmente, a população já consome quase o dobro do que é ideal, fazendo com que as medidas de regulação sejam urgentes”, disse.

O trabalho, que é de competência da Anvisa, está em fase de planejamento. “Em 2015 recebemos as primeiras demandas da sociedade para o banimento da gordura trans. Dois anos depois o tema foi incluído na agência regulatório da Anvisa para o período de 2017 a 2020. Foi quando iniciamos um processo regulatório formal”, contou Tiago Rauber, gerente de padrões e regulação de alimentos do órgão.

Ainda segundo Sattamini, as possibilidade de regulação da Anvisa agradam os profissionais de nutrição. “Defendemos as opções um e dois apresentadas pela Anvisa. As duas em conjunto serão muito benéficas para a alimentação. Enquanto o banimento dos óleos e gorduras parcialmente hidrogenados envolverá a parte de produção, o limite de até 2% da gordura trans no alimento atenderá a parte de consumo”, reforçou a nutricionista.

O próximo passo do deputado federal é realizar novas reuniões para definir ações que contribuam com as necessidades apontadas na Audiência Pública. “O debate da nossa Audiência foi muito importante. Existe uma convergência sobre a importância do assunto e ficaram claras quais são as medidas que precisam ser tomadas. Agora precisamos continuar atuando em parceria para alcançar os resultados”, finalizou Felipe Carreras.

Também estiveram presentes no evento Alexandre Nocachi da Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (Abia), Patrícia Gentil do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor – Idec e representantes da Associação Brasileira de Nutrição (Asbran).

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