Luciana Santos
Luciana SantosFoto: Ed Machado/Folha de Pernambuco

Com posições divergentes, reunião entre presidentes e líderes das bancadas na Câmara dos Deputados de PSB, PCdoB e PDT, nessa terça (15), em Brasília, terminou sem definição acerca do futuro do bloco. Assim como PDT havia feito no último final de semana, PCdoB manifestou preferência por apoio à reeleição do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ). Socialistas resistem à aliança com Maia por causa do PSL, do presidente Jair Bolsonaro.

Isolada, a bancada do PSB deve se reunir na próxima semana para debater o rumo do partido na próxima legislatura. Apesar da discordância quanto ao apoio a Maia, a formação do bloco é a prioridade dos partidos. “Essa questão da sucessão não tem consenso, mas entendemos que é preciso valorizar a questão do bloco”, ponderou o deputado federal Tadeu Alencar (PE), líder do PSB na Câmara. “Vamos ver como se ajusta mais na frente”, acrescentou.

Diante do impasse, a visita de Maia nesta quinta (17) ao Recife pode ajudar a desatar este nó. O presidente da Câmara se encontra com o governador Paulo Câmara, vice-presidente nacional do PSB, e com a bancada federal de Pernambuco. A ideia do democrata é reverter a posição dos socialistas. Apesar de não se manifestar, Câmara tem inclinação ao apoio ao democrata.

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PCdoB
Antes da reunião entre os três partidos, a Executiva nacional do PCdoB manifestou-se preferência pelo apoio à recondução de Maia. A vice-governadora Luciana Santos, presidente nacional do PCdoB, justificou o indicativo como forma de garantir espaços para a oposição e destacou que possui relação de confiança com Maia há três anos. “É necessário a gente ter relações institucionais que possam garantir a resistência e a atuação do bloco da oposição que se dê com o mínimo de civilidade e respeito às diferenças que temos das pautas que estão por vir do governo para a Câmara dos Deputados”, declarou.

A comunista frisou que vai tentar ampliar o bloco de oposição - hoje formado por PSB, PDT e PCdoB - com partidos como PSOL, PT e PP de modo a ampliar a presença das legendas na Mesa Diretora e nas comissões temáticas. Luciana, todavia, destacou o que os aliados já haviam dito: o bloco tentará chegar a uma decisão de consenso e, portanto, o apoio ao democrata ainda não está sacramentado.

Dissidência
Mais cedo, o deputado federal eleito Túlio Gadêlha (PDT-PE), apesar de dissidente, reuniu-se com Maia, na residência oficial do presidente da Câmara, a convite do democrata. Ele, Tábata Amaral (SP) e Idilvan Alencar (CE) foram as vozes discordantes da bancada do PDT ao apoio ao atual mandatário na Câmara. Segundo Gadêlha, o encontro não representa mudança de postura. “Não defini meu voto, fico reticente sobre quais outros acordos que ele (Maia) teria feito com o PSL”, afirmou o pedetista. “Isso não inviabiliza o diálogo”, acrescentou.

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