A ocupação é uma reposta à ordem de despejo dada pela Justiça Federal contra o Centro de Formação Paulo Freire
A ocupação é uma reposta à ordem de despejo dada pela Justiça Federal contra o Centro de Formação Paulo FreireFoto: Roberto Stuckert Filho

O líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), visitou, nesse sábado (14), o Acampamento da Resistência, organizado pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), no assentamento Normandia, em Caruaru. A ocupação é uma reposta à ordem de despejo dada pela Justiça Federal contra o Centro de Formação Paulo Freire, também localizado no assentamento. Segundo os organizadores, cerca de 2000 pessoas participam da vigília.

"Estamos aqui para lutar contra a tentativa de despejo do Centro de Formação, que é usado por trabalhadores da agricultura familiar, estudantes e outras entidades para atividades de formação e produção. Já denunciamos no Senado a tentativa de acabar com o espaço e viemos trazer o nosso apoio e a nossa solidariedade ao movimento. Vamos seguir na luta até termos uma vitória definitiva e a garantia da continuidade das atividades desse que é um centro de referência para todo o Agreste do Estado”, disse o senador.

A decisão judicial determina que a área tem que ser desocupada de forma espontânea até o próximo dia 19. O pedido atende uma solicitação de reintegração de posse feito pelo Instituto Nacional da Reforma Agrária (Incra) ainda em 2008, mas que teve o andamento autorizado em 2017 pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Para Humberto, o espaço é um símbolo de resistência e de luta e é usado em parceria com com instituições como as Universidades Federal (UFPE) e Federal Rural (UFRPE) de Pernambuco. "Em um momento em que se discutem questões como o uso indiscriminado de agrotóxicos e a importância da agricultura familiar na economia, acabar com um espaço como esse é um retrocesso inaceitável", afirmou o senador.

O Centro de Formação Paulo Freire é referência na formação em agroecologia e realiza diversas atividades voltadas para a educação dos trabalhadores rurais como a formação de professores das escolas dos assentamentos, atividades do Programa de Ensino de Jovens e Adultos (EJA) e dos cursos populares de medicina veterinária.

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