reunião do Comitê de Monitoramento das chuvas
reunião do Comitê de Monitoramento das chuvasFoto: Hélia Scheppa/PSB

Comandado pelo governador Paulo Câmara, o Comitê de Monitoramento das Chuvas se reuniu, nesta quinta-feira (25), no Palácio do Campo das Princesas, avaliando as ações realizadas no enfrentamento dos problemas causados pelo acúmulo das chuvas na Região Metropolitana do Recife (RMR) e em outras localidades de Pernambuco. Até o momento, 1.300 profissionais da administração estadual e órgãos vinculados estão atuando em atividades de resgate, pronto-atendimento, mobilização e prevenção. São equipes multidisciplinares em prontidão, apoiando a população, identificando locais de risco e avaliando a situação das chuvas, reservatórios e volume dos rios que cortam o Estado. O Comitê seguirá mobilizado até a normalização da situação.

"Em primeiro lugar, queremos nos solidarizar com as famílias das vítimas dos deslizamentos de barreiras. Não só as de ontem, no Recife, Olinda e Abreu e Lima, mas também as de Camaragibe e Jaboatão dos Guararapes, nos casos ocorridos no mês passado", afirmou Paulo Câmara.

"Quero agradecer aos bombeiros, aos trabalhadores da Defesa Civil e voluntários, que estão na rua desde a noite da terça-feira para prestar socorro e orientação aos moradores das áreas de risco", acrescentou o governador, ressaltando que o Comitê de Monitoramento das Chuvas é formado por representantes da Casa Militar, Codecipe, Corpo de Bombeiros, Casa Civil, APAC e Compesa.

Até o momento, Pernambuco contabiliza 300 famílias desabrigadas na Região Metropolitana. Todas estão recebendo apoio dos seus respectivos municípios e do Governo do Estado que, por meio da Codecipe, acionou a Defesa Civil Nacional com o objetivo de acelerar o processo de validação do Estado de Emergência indicado pelas cidades mais atingidas pelas últimas chuvas.

Parceria - Desde o início do ano, a Codecipe orientou mais de mil técnicos de 114 cidades pernambucanas, em 28 ciclos de capacitação para as defesas civis municipais. Esse processo tem contribuído para a diminuição de episódios e otimização das atividades relacionadas à prevenção e ao pronto-atendimento às pessoas atingidas.

APAC - O Estado investiu mais de R$ 12 milhões na aquisição de equipamentos e na modernização de processos meteorológicos da Agência Pernambucana de Águas e Climas (APAC), que têm alcançado um nível crescente de precisão na divulgação dos cenários climatológicos e de alertas à população.

Precipitação - Pernambuco e, mais especificamente, a Região Metropolitana do Recife e as Zonas da Mata Norte e Sul, têm sofrido com o grande volume de chuvas durante o ano, principalmente nas últimas semanas. Somente em 2019, choveu na RMR 884,7mm em menos de sete meses. Isso corresponde a quase 70% de todo o volume de chuvas que caiu na mesma região em todo o ano de 2018, quando foram registrados 1.268mm.

Na Mata Sul, em 2018, foram registrados 1.168,3mm de chuva durante 12 meses. Em apenas sete meses de 2019, na mesma região, o volume já ultrapassa mais de 1.050mm. Na Zona da Mata Norte, a quantidade de chuva somente este ano já se aproxima de quase todo o volume registrado no ano passado. Em 2018, a APAC contabilizou 994,3mm de chuvas naquela região. Em 2019, já choveu na Mata Norte cerca de 839,8mm.

Barragens - A chuva acima da média histórica registrada em 2019 tem se refletido no acúmulo de água nas barragens do Estado. Houve uma significativa melhora nos níveis dessas represas, principalmente na Região Metropolitana Norte. Na próxima semana, a Compesa irá apresentar as melhorias que podem ser feitas no abastecimento da população. Esse quadro também está sendo verificado no Interior, com barragens registrando uma importante melhora no nível de água reservada.

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Crédito: Hélia Scheppa/PSB

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