José Múcio Monteiro, presidente do TCU, em entrevista à Rádio Folha
José Múcio Monteiro, presidente do TCU, em entrevista à Rádio FolhaFoto: Paullo Allmeida/Folha de Pernambuco

O presidente eleito do Tribunal de Contas da União (TCU), José Múcio Monteiro, questionou a renegociação da dívida pela União com Estados e Municípios, em entrevista exclusiva ao programa Folha Política, da Rádio Folha FM (96,7), nesta terça-feira (18). O ministro classificou a partilha onerosa como uma "distorção".

"94% da divída foi renegociada com cinco entes federativos. O Estado de São Paulo o maior, a cidade de São Paulo, o segundo, depois o Rio de Janeiro, em terceiro, Rio Grande do Sul e Minas, quarto e quinto lugares. Apenas 6% ficou distribuído para o resto do país. Desses, 1%, por conta do prestígio de Renan (Calheiros), ficou com Alagoas, e o os outros 5% para os outros estados", afirmou.

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A desigualdade dessa renegociação foi alvo de crítica do ministro, que prometeu apresentar esse balanço anualmente. "Na Constituição há uma previsão de que os governos têm obrigação de corrigir essas distorções. E nunca ninguém cobrou isso. Eu disse isso no meu discurso. Eu vou apresentar esses números a cada ano", comentou. "Nós precisamos ter uma política de investimentos que diminuam as diferenças regionais", concluiu o ministro.

Mandato no TCU - "As tarefas lá são muito conhecidas. Nós somos guardiões do dinheiro público. Qualquer que seja o presidente, é uma tarefa comum do Tribunal. Evidentemente, cada presidente dá sua prioridade. E as prioridades são sempre consonantes com as pautas do país. E as pautas do país agora são colocar as obras para funcionar, estimular a geração de emprego, entre outras".

Bolsonaro "piloto" - "Nós não temos direito de torcer contra. É como você ir num avião e lhe contarem que quem está no comando é um cara que tomou sua mulher. Você vai torcer pra ele fazer uma besteira ou torcer pra ele pousar? No chão se resolvem as coisas. O chão são as eleições. Por enquanto a gente está voando e tem que torcer que esse comandante faça um grande vôo, que a gente não tenha turbulência e que façamos uma viagem tranquila. Daqui a quatro anos ele vai pousar e a gente diz se pode continuar no comando do avião ou se queremos trocar de piloto. Mas temos entender que torcer contra é torcer contra si. Sei de quem gosto e sei de quem não gosto, mas a gente tem que gostar do país".

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