Diretor da FGV DAPP, Marco Ruediger
Diretor da FGV DAPP, Marco RuedigerFoto: Divulgação

Os eleitores brasileiros ganham nesta quarta (25) um importante aliado no combate ao mau uso da internet e das redes sociais com finalidade política: a Sala de Democracia Digital - #observa2018. O projeto da Diretoria de Análise de Políticas Públicas da Fundação Getulio Vargas (FGV DAPP) vai monitorar o debate público nas redes sociais durante as eleições deste ano e o impacto de práticas de desinformação como a utilização de robôs para difusão de fake news.

"O Brasil deve enfrentar uma das eleições mais polarizadas desde a sua redemocratização e a possibilidade de ação efetiva da sociedade civil no combate à desinformação, manipulação e interferências ilegítimas no meio digital pode ter consequências em outras democracias do mundo, tornando o Brasil uma referência internacional", afirma o diretor da FGV DAPP, Marco Ruediger.

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O projeto disponibilizará diariamente conteúdo gratuito e acessível no seu site e por meio de um aplicativo para celular, além de uma discussão aprofundada sobre política em rede social publicada em coluna semanal no portal Nexo; checagem dos conteúdos mais compartilhados na semana realizada pela Agência Lupa; a publicação do DAPP Report (semanal) no jornal O Estado de S. Paulo; e boletins diários veiculados na rádio CBN.

Um dos grandes desafios do projeto é gerar análises durante o processo eleitoral e tentar antecipar possíveis danos à lisura do debate na rede. “Hoje temos algum conhecimento do que aconteceu nas eleições de outros países, como Estados Unidos, França, Reino Unido, mas, em muitos casos, as análises mais reveladoras foram publicadas após as eleições”, pondera o sociólogo Amaro Grassi, um dos coordenadores do projeto.

Para isso, a Sala de Democracia Digital conta com uma equipe multidisciplinar de jornalistas, sociólogos, cientistas políticos, economistas, matemáticos, estatísticos e programadores, além de parceiros com expertise em áreas complementares, como o Direito. “É uma iniciativa de fôlego, que tem cerca de 10 pesquisadores dedicados e outros que são envolvidos eventualmente, de acordo com a necessidade do momento ou do tema abordado”, diz Amaro Grassi.

O projeto da FGV DAPP tem, ainda, como parceiros o Digital Forensic Research Lab (DFRLab), do Atlantic Council e o National Democratic Institute (NDI), ambos think tanks baseados em Washington (EUA); a Omidyar Network; o Visualization and Data Analytics Research Center (VIDA), da New York University (NYU); o Instituto de Tecnologia e Equidade (IT&E) e a Escola de Direito da FGV-SP.

Para Grassi, como a desinformação nas redes sociais é um fenômeno recente o nível de conhecimento entre os centros de pesquisa em todo o mundo é relativamente igual e a troca de experiência entre pesquisadores é bastante horizontal. “Quem trabalha nessa área vai aprendendo de forma conjunta, à medida em que vão se desenvolvendo as experiências político-eleitorais em cada país, e tem interesse em acompanhar a eleição brasileira com um parceiro local como a FGV DAPP”.

O lançamento da Sala de Democracia Digital - #observa2018 acontece esta quarta-feira (25) no Rio de Janeiro, com um seminário sobre o impacto das redes sociais nas eleições no Brasil e no mundo, e será transmitido ao vivo no site da FGV DAPP e na página de Facebook da FGV.

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