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RádioFoto: Folha de Pernambuco

O primeiro programa eleitoral de rádio dos candidatos à Presidência da República, transmitido neste sábado (1º), teve Luiz Inácio Lula da Silva como candidato do PT e críticas do tucano Geraldo Alckmin a Jair Bolsonaro (PSL). Na madrugada, os ministros do TSE decidiram por 6 votos a 1 barrar a candidatura de Lula com base na Lei da Ficha.

A aparição do petista como presidenciável na manhã deste sábado, entretanto, não indica desrespeito à decisão da corte, uma vez que a Justiça compreendeu que não haveria tempo para substituir o material que seria transmitido.

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O programa do PT foi aberto com um alerta para a decisão do Comitê de Direitos Humanos da ONU, dizendo que ele poderia participar da disputa. "Lula é candidato a presidente, sim", afirmou o programa.

Fernando Haddad
apareceu na propaganda como candidato a vice-presidente, dizendo que muitos imaginavam que o partido e o povo iriam abandonar Lula. A voz do ex-presidente surge ao final, criticando cortes feitos por Temer e afirmando já ter mostrado que o Brasil pode ser melhor. "Acredito que juntos somos capazes de reconstruir esse país", diz.

Com a maior fatia do horário eleitoral, a campanha do candidato do PSDB, Geraldo Alckmin, teve como alvo a desconstrução de Jair Bolsonaro (PSL), que na propaganda teve tempo apenas para falar o nome da própria coligação. Bolsonaro é colocado pelos tucanos como um político que age na base da "bala, da raiva e do ódio", além de ter votado contra a PEC das Domésticas, o que, segundo a campanha, mostra que ele tem algo contra os pobres.

Já o tucano, chamado pelo primeiro nome, é apresentado como o candidato que age "com a cabeça e o coração". A redução da taxa de homicídios e a ampliação da rede de tratamento do câncer foram as realizações destacadas de seus quatro mandatos como governador de São Paulo.

Marina Silva (Rede), Ciro Gomes (PDT) e Henrique Meirelles (MDB) usaram o tempo diminuto para se apresentar a seus públicos-alvos. A candidata da Rede mirou as mulheres, enquanto Ciro focou nos endividados e desempregados. Ex-ministro de Temer, Meirelles buscou aproximar seu nome ao de Lula e se apresentar como o candidato capaz de resolver os problemas do país.

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