Cientista político Hely Ferreira
Cientista político Hely FerreiraFoto: Folha de Pernambuco

Por Hely Ferreira, cientista político

Vivemos tempos difíceis com relação ao quadro político nacional, desde 2013, quando o reajuste das passagens de ônibus em São Paulo, serviram de mobilização nacional. Palavras de ordem como “não vai ter Copa”, era repetida com frequência pelos manifestantes que ganharam as grandes cidades brasileiras. No ano seguinte, as eleições presidenciais deixaram claramente através do resultado, de que o Brasil estava dividido. Tanto é que os palanques continuaram armados para todos os lados.

A deposição da presidente ao invés de arrefecer os ânimos, acendrou muito mais as rinhas, pois havia aqueles que acreditavam que a troca do comando do Planalto Central, resolveria as querelas do país. O novo governo, em pouco tempo passou a conviver com a proliferação de protestos e de escândalos, onde geralmente alguém muito próximo era acusado de atitudes contrárias ao que se entende por espírito republicano. 

Diferentemente do saudoso Itamar Franco, o atual governo não optou por uma agenda pautada na transição, preferiu realizar reformas que só mexia com a população. A opção da agenda governamental levou-o a uma impopularidade jamais assistida. Daí o crescimento natural de candidaturas populistas e messiânicas. Provocando até mesmo nos mais esperançosos um desânimo em querer participar da grande festa da democracia.

O quadro político atual não é dos melhores, mas adotar a apatia como mote principal, certamente agravará ainda mais as rusgas nacionais. Não ajudando em nada a nossa frágil democracia. 

P.S. Este artigo é um resumo da palestra proferida na IPB, localizada no Bairro de Jardim São Paulo.

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