Paulo Câmara  Armando Monteiro
Paulo Câmara Armando MonteiroFoto: Divulgação

Um dia depois do Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) proibir a associação da expressão “turma do Temer” ao candidato ao Governo de Pernambuco, senador Armando Monteiro Neto (PTB), o petebista disse, nesta quinta (13), que o adversário, o governador Paulo Câmara (PSB), candidato à reeleição, quer definir a eleição estadual pelos rótulos e que o gestor usa a imagem do ex-presidente Lula (PT) como muleta. Em resposta, o socialista afirmou que Lula não quis o apoio de Armando e que o senador traiu o petista.

Após classificar a expressão “turma do Temer” como uma provocação de marqueteiro, o petebista alfinetou o governador. “A gente tem que falar de emprego, segurança e saúde. Ninguém vai resolver problemas com rótulos. Paulo fica atrás de padrinho, eu aprendi a andar com minhas pernas. Lula virou uma muleta para Paulo, mas esses padrinhos não vão resolver problemas de Pernambuco, quem vai resolver é o governador”, afirmou Armando, em entrevista à Rádio Quilombo, em Palmares, na Mata Sul. “Eu tinha com Lula uma ligação antiga, não de agora”, acrescentou, antes de reiterar que não votará no ex-prefeito Fernando Haddad.

À noite, Câmara ironizou Armando, frisando que Lula o apoia e, por isso, o adversário estaria incomodado. “Lula não quis o apoio dele. Ele (Armando), mais uma vez, está traindo Lula, porque disse que só apoiaria Lula, e não ao candidato dele, e Pernambuco quer o candidato de Lula. Então, Armando tem que dar explicação a Pernambuco e não a mim. Ele tem muito o que fazer, porque como senador ele foi muito fraco”, declarou ele, em ato com o presidente da Assembleia Legislativa, Eriberto Medeiros (PP), candidato à reeleição da deputado estadual.

Desculpas

Durante o ato, no Baile Perfumado, no Prado, Medeiros usou o discurso não apenas para pedir votos para si e seus aliados, mas para justificar o recuo de candidato a deputado federal para tentar a reeleição à Alepe. “Estávamos no desafio de uma campanha de deputado federal já bem avançada, mas a conjuntura política e os amigos chegaram e disseram ‘precisamos de você mais perto, precisamos de você aqui na Assembleia e junto ao povo do Recife e do nosso Estado’ e nós aqui estamos no desafio de uma candidatura a estadual”, disse.

Nos bastidores, os discursos se confrontam. Pessoas ligadas a Medeiros dizem que a ideia partiu do Palácio com o intuito de ajudar na eleição de Raul Henry (MDB) e do ex-prefeito Renildo Calheiros (PCdoB), ambos à Câmara dos Deputados. Do outro lado, insinuam que a postulação a federal foi um balão de ensaio de Medeiros para sentar na cadeira de presidente da Alepe.

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