Luciano Bivar (PSL), em entrevista à Rádio Folha
Luciano Bivar (PSL), em entrevista à Rádio FolhaFoto: Julya Caminha/Folha de Pernambuco

Em entrevista ao programa Folha Política, da Rádio Folha, nesta quarta-feira (10), o deputado federal eleito Luciano Bivar (PSL) relatou os bastidores da entrada de Jair Bolsonaro no PSL, partido que preside. Bivar contou como foram as conversas para que o capitão da reserva embarcasse na legenda para disputar a campanha presidencial.

Segundo Bivar, os dois tiveram uma conversa em Brasília, em setembro do ano passado, quando se aproximaram em razão de pautas em comum. "Sempre fomos liberais e pela economia de mercado, pelo imposto único. Então, isso tudo foi uma coincidência muito salutar", disse Bivar. Os dois flertaram com a possibilidade do PSL abrigar o capitão da reserva para disputar o Planalto na eleição de 2018.

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Bivar relatou que advertiu Bolsonaro sobre a realidade do PSL, dizendo que talvez não pudesse ajudá-lo com a estrutura necessária para ter chances de vitória, pois não tinha tempo de televisão, dinheiro ou densidade eleitoral à época em que o capitão da reserva já liderava as pesquisas. Ao que Bolsonaro teria respondido: "Eu não quero dinheiro, não quero tempo de televisão, meu negócio é sola de sapato", disse. E mostrando seu smartfone, explicou que aquele seria seu veículo de comunicação, fato que se confirmou durante a corrida presidencial. Luciano teria, então, o convidado ao PSL, caso não arranjasse outro partido.

Bolsonaro então procurou Bivar para fechar o acordo, mas, segundo ele, o PSL já estava comprometido com os dissidentes do PSDB, os chamados "cabeças pretas". Daniel Coelho, que ainda não tinha saído do partido, Kim Kataguire, Pedro Cunha Lima e outros tinham uma reunião agendada com Bivar no dia 3 de janeiro. Luciano teria pedido para Bolsonaro esperar a conversa. Ao saber que Bivar estava conversando com Bolsonaro sobre campanha presidencial, o grupo tucano teria desistido de fechar a aliança com o PSL, com medo de represália de Geraldo Alckmin.

Casamento - No mesmo dia, à noite, e com caminho aberto para firmar o acordo, os dois conversaram por telefone e marcaram um encontro, que aconteceu dois dias depois, no dia 5 de janeiro, no recife, quando assinaram um protocolo sobre os projetos que defenderiam conjuntamente."Ele declarou que aquilo era um noivado e que o casamento seria em março, com a filiação oficial do partido. E assim foi feito", contou.

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