O ex-prefeito de Jaboatão dos Guararapes e Cabo de Santo Agostinho, Elias Gomes (PSDB)
O ex-prefeito de Jaboatão dos Guararapes e Cabo de Santo Agostinho, Elias Gomes (PSDB)Foto: Arquivo/Folha

Depois de não obter sucesso ao disputar um cargo deputado estadual pelo PSDB, Elias Gomes, que conquistou 12.328 votos, declarou seu posicionamento para o segundo turno das eleições presidenciais. Elias declarou voto em Fernando Haddad, independentemente, da legenda petista. Ele também já foi filiado ao PPS. Seu filho, deputado federal Betinho Gomes (PSDB), não conseguiu se reeleger para a Câmara Federal mesmo com os 20.026 votos assegurados.

Elias Gomes foi prefeito do Cabo de Santo Agostinho por três vezes, prefeito de Jaboatão dos Guararapes, administrador em Fernando de Noronha, deputado estadual e secretário de Estado.

Entenda porquê Elias Gomes votará em Fernando Haddad no 2º turno:

"Apesar da decepção e descrença, a democracia é o sistema político preferido por mais de dois terços do povo brasileiro (69%). E ela presupõe a convivência entre os contrários, conflitos de idéias e capacidade de construir convergências em nome do interesse coletivo. Ressalte-se aí o papel de uma oposição que combata, fiscalize, mas tenha grandeza e maturidade para dizer SIM ao país.

É o momento exige muito de nós, democratas que atuamos pensando em nossa gente, em nosso país é até na região, a América Latina, ameaçada pela ascensão dos extremistas que vem do Norte e da Europa e de modelos já superados como o bolivarianismo venezuelano.

Não, não podemos ir às urnas no próximo dia 28 com espírito revanchista. Entendo todos os argumentos já apresentados, principalmente por ex-eleitores petistas. Aliás, acredito que o PT, que hoje busca o apoio do centro-democrático para ter alguma chance, lavaria as mãos caso estivesse fora da disputa do segundo turno, notadamente se fosse o tucano Alckmin a enfrentar Bolsonaro. Não é essa a opção de quem verdadeiramente torce pelo país.

O PT errou muito, dividiu o país e os seus deslizes éticos desapontaram profundamente o povo brasileiro e a consciência crítica nacional.

O resultado disso tudo se expressou muito claramente no primeiro turno da eleição presidencial, no último domingo, 7. Precisou torcer desesperadamente para que o pleito não se resolvesse naquele dia, em favor de Bolsonaro, que somou perto do dobro da votação do petista Fernando Haddad.

O PT foi derrotado em grandes cidades do próprio Nordeste, reduto cativo do petismo.
Errou ou não errou gravemente o Partido dos Trabalhadores? Claro, errou e muito. É estarrecedora porém a incapacidade deste partido de fazer um mínimo de auto-crítica, buscando reencontrar-se com a nação, que é plural, complexa e está mergulhada numa gravíssima crise.

O PT sozinho não une o Brasil. Haddad precisa compreender isto e assumir uma atitude de humildade, de pacificação. Deve manifestar clara sinalização com a mudança de posturas e avançar de forma clara nos compromissos com a democracia, com o não aparelhamento do estado brasileiro. E se comprometer de modo convincente com o rigor ético.

É indispensável que se compreenda que uma vitória de Fernando Haddad somente se dará apontando-se na direção de uma transição nacional para um novo, amplo e democrático projeto pós-PT, inclusive repensando o Sistema de Governo e acenando para reformas profundas, enfrentando tabus e dogmas esquerdistas.
Precisamos buscar uma alternativa à mais grosseira e anti-civilizatória saída pela extrema direita representada pelo fascismo truculento, que representa uma volta à barbárie vivida por povos do mundo inteiro, que por razões diversas foram e são governados por "justiceiros" arbitrários e sangrentos.

Para concluir, indago: QUEM DOS CANDIDATOS TEM MAIS AFINIDADE COM A DEMOCRACIA E CAPACIDADE DE TECER UM ENTENDIMENTO QUE PERMITA PRODUZIR UM PROJETO DE NAÇÃO CIVILIZADA E PROMISSORA?

Sufragarei o nome de Fernando Haddad, um mestre e intelectual com compreensão humanista do mundo para presidir o Brasil e incluí-lo na construção de uma concertação internacional, baseada em princípios democráticos. Não será um voto no partido político, mas em forças que, excetuando-se as já mencionadas e conhecidas divergências, estão menos distantes do que acredito e desejo para o meu país.

Farei a minha parte. Não tenho forças para influenciar eleitoralmente, mas estarei em paz com a minha consciência e reafirmarei a minha paixão pela democracia e o meu amor pelo Brasil.

Espero que o candidato que ora escolho busque as forças sociais, econômicas e os cidadãos e líderes políticos do CAMPO DO CENTRO-DEMOCRÁTICO BRASILEIRO comprometidos e submetidos aos princípios da ÉTICA, TRANSPARÊNCIA, COMPETÊNCIA, VALORES MORAIS, DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL E INCLUSIVO.

Esta é a minha posição pessoal em nome da minha história de compromisso público e crença inabalável em um mundo melhor."

Elias Gomes

Jaboatao dos Guararapes, 11 de outubro de 2018

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