Cientista político Alex Ribeiro
Cientista político Alex RibeiroFoto: Pedro Farias

Por Alex Ribeiro, Doutorando em História pela Universidade Federal da Bahia,
Cientista Político e Jornalista

Antes de mais nada é preciso dizer que um determinado conceito nasce, mas não morre em pouco tempo. Ele se estabelece e, por vezes, se transforma. Por isso viemos comentar sobre um termo bastante discutido nesse período que antecede o segundo turno das eleições presidenciais do Brasil: o Fascismo. 

O termo surge na Itália associada à ideia de solidariedade, antes da Primeira Guerra
Mundial. No entanto, ele se solidifica e ganha estruturas autoritárias, tal como
concebemos hoje, durante as tensões gestadas por grupos ligados ao Benito Mussolini que buscavam impulsionar a entrada dos Italianos na Grande Guerra. Essas correntes acreditavam que a Guerra era a única saída para trazer à Itália o “espírito” de unidade nacional “que o país merecia”.

Com isso o regime adotou características mais extremistas e se opôs as democracias
liberais e ao regime comunista soviético. Pois é, o fascismo é anti esquerda.
Na Itália e na Alemanha antes da Segunda Guerra Mundial, o fascismo propriamente
dito era autoritário e nacionalista. Os germânicos utilizaram o termo associado a “raça ariana” e repudiavam os judeus e negros. Nascia assim o nazi-fascismo.  

Atualmente o fascismo não é ligado diretamente ao autoritarismo. Suas práticas são
diferentes das que foram conduzidas pela figura do Adolf Hitler e Mussolini. Ele se
adequa a outras regiões e se estende no campo das ideias e de discursos feitos por
representantes da extrema direita, despertando assim grupos neonazistas.

Em países periféricos ser fascista é estar ao lado dos grupos mais privilegiados
economicamente e que adotam uma espécie de nacionalismo privatizado. Ser fascista é usar da violência psicológica e retirar toda a autonomia do “outro”. Ser fascista é se associar ao desencantamento do Estado e se espelhar em líderes considerados e apresentados como “fortes”. E ainda, como diziam autores como Juan Luiz e  Renzo de Felice, ser fascista é usar da propaganda para auxiliar frustrações coletivas contra instituições democráticas.

 

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