Deputado federal João Campos (PSB), em entrevista à Rádio Folha
Deputado federal João Campos (PSB), em entrevista à Rádio FolhaFoto: Leo Malafaia / Folha de Pernambuco

O deputado federal João Campos (PSB) defendeu a unidade das forças progressistas na eleição municipal deste ano, em entrevista à Rádio Folha (FM 96,7), nesta segunda-feira (10). O parlamentar, que é um dos prefeituráveis na capital pernambucana, destacou a unidade como forma de enfrentar o conservadorismo." Tenho identificado que o momento que o Brasil vive é muito desafiador e todas as forças progressistas e de centro esquerda deveriam estar muito mais preocupadas com essa onda conservadora que tem crescido e o desmonte de diversas áreas", disse.

"Isso é nossa grande preocupação. E se a gente não tiver essa compreesão dentro de nosso campo, poderá ser mais difícil em 2022. Porém, cada partido tem sua autonomia e a gente tem que respeitar, por mais que muitas vezes não concorde, com a decisão de outros partidos", frisou João Campos. Ele relatou o encontro que teve com o presidente nacional da legenda, Carlos Siqueira, e agradeceu a confiança que ele deposita em seu nome. "Fico feliz com o reconhecimento do presidente nacional do nosso partido ao nosso mandato e colocando a possibilidade de dispu1tar a Prefeitura do Recie esse ano. Precisamos fazer essa dispúta e discutir a cidade sobre como Recife deve estar posicionado no futuro", pontuou.

Conversa com o PDT

João Campos relatou o teor da conversa que teve com o presidente nacional do PDT, CArlos Lupi, durante café da manhã com o gobernador Paulo Câmara e o prefeito Geraldo Julio, na semana passada, no Palácio do Campo das Princesas. Segundo o parlamentar, a conversa girou em torno da conjuntura e da leitura política do momento, sobre como o PDT está conduzindo sua estratégia, os desafios da bancada no parlamento, entre outros assuntos. "Foi muitio mais um balanço do que está contecendo hoje e quais os desafios que devemos enfrentar essde ano", contou. "É importante ouvir forças que majoritariamente são aliadas", afirmou o deputado.

Outros aliados

João Campos comentou sobre a possibilidade de candidaturas de aliados da base do PSB no Recife, a exemplo de André de Paula. "André é um companheiro muito experiente e respeitado da bancada de pernambuco. E sempre muito correto no trato e na forma de colocar aquilo que pensa. Foi líder do psd, a quarta maior bancada da Câmara. A decisão de candidatura é uma decisão de cada partido", ponderou. "Toda decisão tem autonomia que depende do pré-candidato e do partido político", frisou João, que prefetiu não antecipar qualquer debate antes das convenções partidárias. "Cada dia é um cenário, novas circunstâncias. É um processo dinâmico que vai sendo conduzindo com o tempo", disse.

Liderança do PSB

João Campos elogiou os dois concorrentes ao posto de líder da bancada, mas garantiu seu apoio ao pernambucano. "Tanto Danilo (Cabral) quanto (Alessandro) Molon são dois grandes quadros respeitados da nossa bancada. Disse a Danilo que ele pode contar com meu apoio e que se ele precisasse do meu voto ele teria". João defendeu que a questão seja resolvida em consenso para não dividir a bancada."Precisamos que seja contruída uma tese de entendimento, porque melhor do que ganhar com a bancada dividida, é construir uma forma que a bancada saia unida", avaliou.

Reforma administrativa

O parlamentar criticou as declarações do ministro da Economia, Paulo Guedes, que chamou funcionários públicos de "parasitas". "Acho que o governo federal comete erro em cima de erro. Você não pode ter um governo de qualquer bandeira fazer política agredindo as pessoas. Você pode divergir, mas não agredir desse jeito. Como é que um governo que quer aprovar a reforma administrativa pode ter um ministro da pasta que chama servidor de parasita? Foi uma declaração muito ruim, além de infeliz, um preconceito, um deboche", disparou o deputado, que defemndeu a necessidade de discussão da reforma tributária. "O maior gerador de desigualdade no país é o sistema tributário. Hoje nós temos um sistema de pagamento de imposto completamente dessarrumado no Brasil", comentou.

Impeachment do ministro da Educação

Sobre o pedido de impechment do ministro da Educação Abraham Weintraub, protocolado e assinado por vinte deputados federais, João Campos destacou que há vários motivos para a denúncia. "Ele passa de todos os limites. E a gente encontrou subsídios jurídicos para fazer a abertura do pedido de impeachment. Ele feiu a impessoalidade e a transparência, por exemplo, quando ele, por uma rede social, recebia pedidos de apoiaopdores de Bolsonaro para revisar provas. A admintração pública não se faz assim. Ele perdeu mais de R$ 1 bilhão que foi repatriado no Brasil pela Lava Jato e não executou porque não teve competência técnica de executar no ano passado. E faltou decoro quando esteve em audiência na Câmara, faltou decoro com deputados, e com chefes de outras nações", relatou o parlamentar. Segundo ele, há um abaixo assinado com mais de 35 mil assinaturas que pode ser acessado nos stories de suas redes sociais por apoiadores.

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