Fogo Cruzado

Inaldo Sampaio

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Inaldo SampaioFoto: Colunista

Já disse com propriedade que vice é cargo de composição. O escolhido não precisa, necessariamente, agregar votos ao companheiro de chapa. Se não tirar já o ajuda. Veja-se o caso de Geraldo Alckmin na eleição presidencial. Ele tem o apoio de 7 partidos, mas a escolha do vice lhe tira o sono. Quer um vice de outro estado, que não São Paulo, e preferencialmente de outra região. Mirou inicialmente Josué Gomes, herdeiro do grupo Coteminas e filho do ex-vice-presidente José Alencar, não por causa da fortuna dele e sim por ser de Minas, segundo maior colégio eleitoral do país. Josué, que é filiado ao PR, recusou o convite, obrigando o tucano a procurar outro nome, possivelmente no DEM. Mas quem seria esse candidato? Fala-se em Mendonça Filho, mas ele já está em campanha para senador e provavelmente não aceitaria. Esse também é o drama de Jair Bolsonaro. Convidou primeiramente o senador Magno Malta e a advogada Janaína Paschoal, mas ambos recusaram o convite. E a procura por outro nome continua. Vivem esse mesmo drama em Pernambuco o governador Paulo Câmara e o senador Armando Monteiro, dois dos três principais candidatos à sucessão estadual. Nenhum dos dois ainda tem vice não por falta de interessados, e sim por excesso. O vice natural do governador seria o ex-prefeito do Recife, João Paulo, filiado ao PCdoB, que aparentemente não tem interesse. Mas a deputada Luciana Santos tem, para ceder sua cadeira na Câmara Federal a Renildo Calheiros. Já o vice natural de Armando seria o ex-prefeito de Petrolina, Guilherme Coelho. Mas ele pertence ao PSDB que não se interessa por essa vaga, e sim pela candidatura de senador.

Vácuo em Surubim
O deputado e ex-chefe da Casa Civil, Nilton Mota (PSB), confirma ter recebido convite de Paulo Câmara para coordenar a campanha da Frente Popular, mas ainda está “avaliando”. Reconhece que o governador “precisa de gente” para ajudá-lo e está disposto a ir para o sacrifício. Se aceitar, haverá “briga de foice” pelos votos de Surubim, sua base eleitoral.

Sem festa > Amanhã, dia 28, completam-se 80 anos do assassinato de Lampião, mas não haverá comemoração em Serra Talhada, sua terra, onde uns o veem como “herói” e outros como “bandido”.

Na dúvida > O empresário Gilson Neto avalia se lança ou não sua candidatura a senador para fazer a campanha de Bolsonaro em Pernambuco, já que o coronel Luiz Meira (PRP), cotado para ser candidato a governador, teria perdido o controle do partido.

De carteirinha > O juiz aposentado Clóvis Corrêa, que foi vereador no Recife pelo PSB, é um dos principais defensores em Pernambuco da candidatura de Bolsonaro. Até propaganda do candidato do PSL ele mandou colocar no portão de entrada de sua fazenda entre Gravatá e Bezerros.

O herdeiro > Há certo “stress” na bancada federal do PSB devido ao fortalecimento da candidatura de João Campos, que deverá ser um dos campeões de voto em Pernambuco. Ele está sendo preparando pelo PSB para, daqui a alguns anos, disputar a cadeira que foi do pai.

O lamento >
Na bancada estadual da Frente Popular também há queixas por causa da presença de João Campos em alguns municípios. O mais inconformado é Rogério Leão porque o filho de Eduardo Campos será apoiado em sua terra, Belmonte, pelo prefeito Romonilson Mariano, seu opositor político.

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