Renata Bezerra de Melo
Renata Bezerra de MeloFoto: Colunista

Ministro de Minas e Energia, Fernando Filho cuidou logo de defender, ontem, que a privatização da Eletrobras permitirá uma redução nas contas de luz para as empresas e famílias. O argumento vai de encontro ao vaticínio feito pela ex-presidente Dilma Rousseff. Para a petista, "o resultado é um só: `o consumidor vai pagar conta de luz estratosférica por uma energia que não terá fornecimento garantido´". Em 2013, às vésperas das eleições presidenciais, o governo Dilma anunciou, em cadeia nacional, um corte na tarifa de energia para residências, de 18%, e para a indústria, de até 32%. Fez isso a partir da MP 579, de setembro de 2012, cujos efeitos começaram em janeiro de 2013. A conta caiu. Mas teve um custo elevado que veio em 2015, quando a própria petista justificara: "É verdade, sem sombra de dúvida, que as contas de luz aumentaram e, por isso, nós lastimamos". Explicou, ali, que foi preciso usar as termelétricas.

No Livro Perigosas Pedaladas, João Villaverde alerta para a desorganização no setor elétrico resultante do esforço para proporcionar tal redução. "Apenas entre setembro de 2012 e janeiro de 2014, o governo Dilma Rousseff editou cinco medidas provisórias (579, 591, 600, 605 e 615) e quatro decretos presidenciais (7.805, 7.850, 7.891 e 7.945). À exceção da MP 579, todas as demais foram editadas para consertar ou adicionar detalhes à proposta inicial", enumera. Ainda neste capítulo 2, o autor realça: "Nos primeiros dias do segundo mandato, em janeiro de 2015, a própria presidente alterou totalmente sua abordagem: determinou que todas as necessidades de recursos do setor elétrico seriam cobertas pelas tarifas de energia". Naquele 2015, Dilma, ao se referir ao custo que voltaria ao bolso da população, pregou: "Entre faltar energia e ter energia, é melhor pagar um pouco mais para ter energia, porque o preço da falta de energia é imenso". A proposta de venda da Eletrobras será submetida ao conselho da estatal hoje. Fernando Filho garante que, nas mãos da iniciativa privada, a empresa terá mais eficiência e competitividade. A conferir para quem vai a conta.

Jarbas Vasconcelos recebe
A lista de convidados cresceu. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, estará no jantar que Jarbas Vasconcelos oferece, hoje, em Brasília. Outro nome que não é habitué dos encontros na casa do peemedebista, mas que também estará à mesa é o deputado Rogério Rosso.

Tempero > Fundador do Piantella, tradicional reduto de políticos na Capital Federal, Marco Aurélio deve pôr as mãos na massa em homenagem ao anfitrião e aniversariante. Lagosta e carne de sol estarão no menu, que atrairá nomes como o ministro Mendonça Filho, os deputados Cadoca, Heráclito Fortes, Rubens Bueno e Benito Gama.

Reação > O deputado Danilo Cabral coleta assinaturas para a criação de uma frente parlamentar em defesa da Chesf. Considera que a venda da companhia, símbolo do Nordeste, precisa ser discutida com mais profundidade, assim como da Eletrobras.

Modelo > Iniciativa pioneira no Estado, uma Escola Municipal de Ensino Fundamental em tempo integral será implantada em Sertânia. A Prefeitura deve ceder o espaço. Ontem, o prefeito Ângelo Ferreira esteve com Paulo Câmara, com o chefe de Gabinete João Campos e com o secretário de Educação, Fred Amâncio, para tratar do assunto. Na esteira, devem ser providenciadas obras de infraestrutura.

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