Folha Política

Renata Bezerra de Melo

ver colunas anteriores
Mendonça Filho e Armando Monteiro
Mendonça Filho e Armando MonteiroFoto: Divulgação

Não foi sem que o presidente estadual do PP, Eduardo da Fonte, soubesse que o deputado federal Marinaldo Rosendo e o vereador Romero Albuquerque, marcaram presença, ontem, no ato da oposição, quando foram lançados os nomes do senador Armando Monteiro Neto para disputar o Governo do Estado e o de Mendonça Filho para concorrer ao Senado. "Fui representando o PP.
Eu jamais ia participar de um evento daquele sem aprovação do presidente do PP. Teve conversa antes para eu participar, porque eu não sou Paulo Câmara", registra Marinaldo à coluna. E sublinha: "Porque o PP, hoje, ainda está coligado ao Governo do Estado". Marinaldo admite apoiar Mendonça para o Senado e torce para que Eduardo da Fonte dispute também uma vaga na Casa Alta. Além do apoio de Marinaldo, Mendonça conta ainda com o de Romero Albuquerque, além de ter assegurado ainda o voto do presidente estadual do Solidariedade, Augusto Coutinho. Ontem, indagado se esses apoios poderiam ser um caminho para atrair o PP e o SD para o grupo das oposições, Mendonça não descartou. "Tem uma tese, que não é uma incumbência, uma responsabilidade minha. Acho que é uma missão nossa. Armando tem dialogado com vários partidos. E também não vou revelar aqui as conversas, tratativas. O canal está aberto", assinalou o democrata durante entrevista à CBN ontem. E completou: "Há claramente o sentimento de mudança. Ele está tomando conta do Estado e aquilo que é uma certa pressão da opinião pública está mobilizando os partidos políticos". Eduardo da Fonte, à coluna, diz que tinha ciência de que os progressistas estariam no ato do Pernambuco Quer Mudar. Mas adverte: "Todos os membros do PP em Pernambuco irão votar nos candidatos escolhidos pela executiva estadual na reunião de julho". Nos bastidores, corre que o PR, do secretário Sebastião Oliveira, estaria em tratativas alinhadas com o PP, o que lançaria PP, PR e SD no raio de atração dos oposicionistas.

Chamado ao Palácio
Em meio aos rumores de que PP e PR, que já articularam chapa conjunta para a disputa pela Alepe, estariam em tratativas alinhadas que poderiam resultar em composição com oposicionistas, o secretário de Transportes e presidente do PR em Pernambuco, Sebastião Oliveira, foi à mesa com o governador Paulo Câmara, ontem, no Palácio das Princesas.

Contenção > Segundo palacianos, a conversa entre Paulo e Sebastião teria a ver com "contenção de despesas". Mas ela se dá quando circula, nas coxias, que o republicano estaria disposto a ocupar a vice na chapa majoritária, entre acenos da oposição.

Portas > Ainda sobre progressistas terem marcado presença no ato da oposição e sobre chances de diálogo, Eduardo da Fonte crava: "Não tem porta fechada, nem porta aberta. Não tem conversa no presente momento. Isso não quer dizer que não venha a ter".

Novela > Enquanto as costuras se desenrolam no Estado, Antônio Figueira embarcou para Brasília, ontem, onde teria, segundo socialistas, reunião com o presidente do PSB, Carlos Siqueira, e contemplaria, na pauta, a aliança com o PT.

Dianteira > Após pesquisa Datafolha em que Marina Silva, sem a presença de Lula, em simulação de 2º turno, venceria Jair Bolsonaro, Ciro Gomes e Geraldo Alckmin, Roberto Leandro, que integra a direção da Rede, avalia o momento como "muito positivo". Mas pondera o volume altos de brancos e nulos.

Marina em PE > "É uma preocupação da Rede. Estamos buscando dialogar com esse segmento", diz Roberto Leandro. Marina desembarca, amanhã, em Pernambuco e fica até a quinta .

veja também

comentários

colabore com a folha

comece o dia bem informado: